Apoio social

Pedidos de ajuda à AMI aumentam 16%

Pedidos de ajuda à AMI aumentam 16%

Em 2021, a AMI ajudou 11.413 pessoas em Portugal, mais 16% face ao ano anterior. A organização não-governamental portuguesa também registou no ano transato um aumento de 40% na procura de apoio por parte de pessoas com habilitações ao nível do Ensino Superior. A naturalidade mais significativa continua a ser a portuguesa, com 88%.

Em comunicado, a Assistência Médica Internacional (AMI) afirma que recorreram aos seus serviços sociais 6025 e 3764 pessoas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, respetivamente. Este foi um aumento de 11% em Lisboa e 19% no Porto em relação ao ano 2020. Além de Portugal Continental, os serviços sociais da ONG foram procurados por 550 pessoas no Funchal e 845 pessoas em Angra do Heroísmo, um aumento de 21% e 29% quando comparado com 2020, respetivamente.

Embora o nível de escolaridade mais representativo da população apoiada seja o 1.º ciclo, a AMI salienta que o número de pessoas com habilitações ao nível do ensino superior (229 com licenciatura e 8 com mestrado) cresceu 40% em relação a 2020.

Ajuda para pagar a casa

Em questões de alojamento, a AMI regista um aumento de 10% de pessoas que referiram situações de endividamento por rendas em atraso ou crédito à habitação que não conseguem cumprir. Verificou-se ainda que 724 pessoas, das quais 70% homens, procuraram o apoio da AMI por necessidades relacionadas com o alojamento, um decréscimo de 6% face a 2020.

Por outro lado, a ajuda da AMI conseguiu retirar 63 pessoas, em situação de sem-abrigo, da rua. Foram acompanhadas, pela primeira vez em 2021, 112 pessoas em situação de sem-abrigo, maioritariamente homens (45 no Abrigo de Lisboa e 20 no Abrigo do Porto).

Desde 1999, ano em que se começou a fazer esta contagem, já foram acompanhadas pela AMI, 14.214 pessoas em situação de sem-abrigo através dos abrigos de Lisboa e Porto e das equipas de rua de Lisboa, Porto e Vila Nova de Gaia.

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As equipas de rua da AMI acompanharam um total de 214 pessoas em situação de sem-abrigo em 2021, 82 pessoas pela Equipa de Rua de Lisboa e 132 pela Equipa de Rua de Gaia e Porto. Na sua maioria, são homens (71%) entre os 40 e os 59 anos (50%), naturais de Portugal (80%) e sem atividade profissional. Procuraram a AMI, sobretudo, pela necessidade de bens alimentares (80%), vestuário (72%) e alojamento (60%), sendo que 37% necessitavam de uma consulta médica, 20% de medicamentos e 17% de apoio psicológico.

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