Auxílios

Pedidos de ajuda à família caíram para metade

Pedidos de ajuda à família caíram para metade

Reforço salarial para quem fica com menores só foi solicitado por 97 mil trabalhadores em abril.

Os pedidos de apoio da Segurança Social para pais com filhos menores de 12 anos devido ao encerramento das escolas caíram, na segunda fase da medida, relativa ao mês de abril, para praticamente metade dos registados em março. Ao todo, até ao último dia do prazo para querer o apoio, quarta-feira, 97 361 trabalhadores tinham pedido o apoio. São menos 44% do que os 171 323 pedidos do mês anterior, o primeiro de implementação da medida.

Os dados do segundo mês de execução da medida, publicados na quarta-feira pelo Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério do Trabalho, mostram uma queda acentuada nos beneficiários potenciais do apoio que garante dois terços das remunerações dos trabalhadores por conta de outrem e do serviço doméstico, e um terço dos rendimentos dos trabalhadores independentes.

Outros trabalhadores

Os trabalhadores por conta de outrem têm concentrado a maioria dos pedidos. Foram 149 796 em março, caindo agora para 87 949. Os pedidos apresentados por trabalhadores independentes também desceram de 20 120 em março, para apenas 8058 em abril. Por fim, os requerimentos de trabalhadores domésticos caíram de 2358 para 1783.

Apesar da queda acentuada no número de pedidos, os dados do Gabinete de Estudos apontam um aumento significativo no número de dias de cobertura de apoio pedido. As médias para os diferentes grupos de trabalhadores fixavam-se em março entre os 13 e os 15 dias, estão agora entre 20 e 27 dias.

A medida poderá ainda prolongar-se na maioria dos casos até junho, mês em que terão início as férias de verão. Já para os utentes das creches, que reabrem na próxima segunda-feira, o apoio vale até ao final do mês.

Além dos pedidos de apoio excecional à família, também a segunda fase dos pedidos de apoio à redução de atividade dos independentes desceu 4% face a março, para 153 888 casos.

Inicialmente, o Governo previa gastar 294 milhões de euros por mês com esta medida, mas o encargo deverá ser afinal bastante inferior. Até aqui, e na totalidade de apoios já pagos que também incluem lay-off simplificado e apoio à redução de atividade de trabalhadores independentes, o Estado gastou apenas 371 milhões de euros com compensações a mais de um milhão de trabalhadores.

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