António Costa

Pedidos de lay-off de abril pagos até 15 de maio

Pedidos de lay-off de abril pagos até 15 de maio

O primeiro-ministro disse, esta terça-feira, que já foram aprovadas garantias às empresas no valor de cinco mil milhões de euros e garantiu que os pedidos de lay-off de abril serão pagos até 15 de maio.

Falando esta manhã ao país, no Palácio da Ajuda, António Costa disse que as medidas adotadas pelo Governo "estão a ter efeitos no tecido económico" e lembrou que "até hoje, já foram aprovadas garantias num valor superior a cinco mil milhões de euros", começando-se a "aproximar do limite máximo".

Em relação aos pedidos de lay-off, o chefe de Governo disse que o Executivo pagou, até ao final de abril, "não só todos os pedidos entrados até à primeira semana de abril, como todos os que entraram válidos até ao dia 10" do mesmo mês, garantindo que, até 15 de maio, serão pagos "todos os pedidos válidos entrados até ao final de abril".

António Costa disse que nenhuma atividade económica pode ser retomada sem constrangimentos, alegando que as limitações de higiene e segurança são essenciais para que exista confiança por parte dos cidadãos.

"Temos de ser francos uns com os outros, não é possível retomar a atividade sem constrangimentos, e esses constrangimentos geram incómodos", declarou o primeiro-ministro, no encerramento da cerimónia de assinatura da declaração de compromisso para a retoma económica e de assinatura do protocolo de cooperação entre a DGS e a AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal).

Em resposta a queixas de comerciantes e de vários outros setores profissionais sobre as exigências sanitárias colocadas pela Direção-Geral da Saúde para a reabertura de diversos serviços, o primeiro-ministro defendeu a tese de que essa é a única alternativa nesta fase.

"Compreendo bem que os empresários da restauração digam que é muito difícil de abrir o restaurante com aquele conjunto de limitações, percebo que os jogadores de futebol digam que com estas regras de confinamento é muito difícil desenvolverem a sua atividade, e não tenho a menor das dúvidas que para todos os barbeiros e cabeleireiros é muito difícil trabalhar com o equipamento de segurança requerido. Mas todos temos de ser claros: viver com o vírus implica viver com muitas limitações", contrapôS, defendendo que essas mesmas "limitações são fundamentais para que o cidadão ganhe confiança" e "toda a cadeia económica se possa restabelecer".

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