Protesto

Pensionistas e reformados escrevem a Costa: não aceitam ser penalizados

Pensionistas e reformados escrevem a Costa: não aceitam ser penalizados

Numa carta aberta ao primeiro-ministro, entregue esta sexta-feira em São Bento, os pensionistas e reformados protestam pelas medidas que o Governo lhes atribuiu e dizem não aceitar serem penalizados nas pensões futuras numa altura em que as dificuldades são muitas.

A Associação de Aposentados Pensionistas e Reformados (APRE) enviou uma carta aberta ao primeiro-ministro numa demonstração de "preocupação, desconfiança e revolta", onde elenca todas as medidas que os "deixaram para trás". Pedem ainda um ambiente de partilha de informação e defendem que "para este objetivo, muito contribuirá o relatório financeiro da Segurança Social, recentemente entregue pelo Governo na Assembleia da República, por ocasião do debate sobre o OE2023".

Em protesto, os pensionistas e reformados afirmam "ficamos de fora do apoio extraordinário aos cidadãos e cidadãs com rendimentos mensais brutos inferiores a 2700 euros po mês". Acrescentam ainda que o suplemento a que têm direito, no valor de metade da pensão mensal, não passa de uma operação contabilística de mera antecipação, na qual o Governo não está a compensá-los pela perda do poder de compra mas a redistribuir o valor de 2023 por mais um mês, agora em outubro de 2022.

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Referem também que "a base sobre a qual se aplicará, ao abrigo da mesma lei, o cálculo do aumento previsível para 2024 passará a ser inferior à prevista" e que a antecipação da meia pensão é negativa em sede de IRS.

A Associação sublinha que todas estas medidas significam uma perda de rendimentos no futuro e após um "congelamento" generalizado das pensões na última década, serão agora, "num contexto de maiores dificuldades, penalizados, se os efeitos benéficos da mesma agora forem revogados", ressalvando que não irão aceitar.

Apelam ainda a uma reflexão sobre os meios adicionais de financiamento da Segurança Social para que assegurem o seu equilíbrio financeiro, especialmente no que toca às novas gerações. "Queremos ouvir especialistas, deputados, membros do Governo, centrais sindicais, associações e mais pessoas preocupadas com este tema, designadamente dos setores mais jovens, em contexto de trabalho ou em vias de nele entrar", sublinham.

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