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13 de Maio

Peregrinos pedem proteção a Nossa Senhora de Fátima

Peregrinos pedem proteção a Nossa Senhora de Fátima

Os dias 12 e 13 de maio têm um significado especial para Tomás Caetano e Simone Neves, já que o pintor da construção civil faz hoje 60 anos e amanhã faz um ano que a estudante foi operada a um cancro na mama. A jovem de 29 anos esteve, pela primeira vez, em Fátima para pedir proteção a Nossa Senhora.

Natural de Cabo Verde, Simone Neves mudou-se para Portugal em dezembro do ano passado, para ser acompanhada no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO), depois de ter feito 15 sessões de quimioterapia, na Cidade de Santiago. A 8 de fevereiro foi operada e agora vai fazer 15 sessões de radioterapia.

Visitar Fátima era um sonho antigo, que conseguiu concretizar hoje. "Sinto-me mais leve. Estou feliz", diz a devota de Nossa Senhora ao JN. "Vim aceder uma vela, agradecer e pedir que me dê a minha saúde de volta para lutar pelos meus sonhos." Estudar e trabalhar.

Regressar a Cabo Verde está fora de questão para Simone, pois quer continuar a ser acompanhada pelos médicos do IPO. A viver em Portugal há 27 anos, Tomás Caetano também não quer regressar a Cabo Verde. "Vim de férias, gostei e fiquei", explica. "Em Portugal, parece que estou na minha terra, pelo tempo e pela comida", justifica.

Desde que reside em Portugal, Tomás Caetano já foi várias vezes a Fátima. "Deus está comigo sempre. Sinto paz de espírito", testemunha. Adepto do Sporting, enverga uma camisola do clube português, orgulhoso da conquista do campeonato. "Foi o meu presente de aniversário antecipado."

Enquanto Tomás e Simone se deslocaram da Amadora a Fátima de autocarro, Cristina Videira fez 168 quilómetros a pé desde Portalegre. O grupo com quem vinha em anos anteriores desistiu, mas a proprietária de um restaurante e auxiliar num lar manteve os seus planos, na companhia de uma amiga.

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Fátima é melhor do que Paris

"Tenho muita fé em Nossa Senhora de Fátima e sinto-me bem aqui. Venho agradecer pela ajuda dela, pois tive covid-19, tal como o meu filho de 13 anos e o meu pai, de 73, e a única sequela com que fiquei foi o cansaço", justifica Cristina Videira, 44 anos. "Deixei muitas velas e uma esmolinha à Nossa Senhora. Sinto paz e alegria. É um sentimento para o qual nem há palavras. É melhor estar aqui do que em Paris ou noutro lado qualquer."

Marisa Amaro, 35 anos, vive em Alpalhão, em Portalegre, e também se juntou às duas amigas em peregrinação a Fátima, embora tenha percorrido menos quilómetros a pé: 70. A trabalhar num restaurante em Lisboa, conta que vem a Fátima desde pequenina, embora de carro. "Sinto uma paz muito grande e Nossa Senhora tem-me ajudado bastante."

"Há três anos, pensei em desistir porque queria acompanhar a minha mãe ao hospital, mas ela não me deixou", conta Marisa Amaro. "Os linfomas voltaram a aparecer outra vez, mas penso que agora vão ficar adormecidos mais tempo", observa. Após a Procissão das Velas, regressa a Lisboa, porque amanhã é dia de trabalho. Cristina Videira ainda vai assistir à missa de amanhã.

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