Pandemia

Período experimental do certificado digital começa na próxima semana

Período experimental do certificado digital começa na próxima semana

António Costa manifestou-se "muitíssimo satisfeito" com a aprovação do certificado digital covid-19, "uma das prioridades" da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, sublinhando, contudo, que é uma ferramenta e não "uma varinha mágica". O período experimental começa na próxima semana

"Estou muitíssimo satisfeito, era uma das prioridades da nossa presidência, foi conseguido em tempo recorde, e é com grande prazer que estarei segunda-feira de manhã a assinar precisamente esse regulamento do Conselho e do Parlamento Europeu", afirmou António Costa à chegada ao Funchal, onde se deslocou para as comemorações do 10 de junho.

O período experimental do certificado começa na próxima semana, revelou o primeiro-ministro, estando neste momento criadas "as condições tecnológicas", que "já foram todas testadas com a Comissão Europeia". "Vamos começar a testar em escala a sério na próxima semana. Oficialmente, só entra em vigor no dia 1 de julho, mas até lá vamos começar a preparar, porque todos sabemos que, muitas vezes, nestas aplicações tecnológicas uma coisa é desenhá-las, outra coisa é pô-las em prática", declarou.

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Questionado sobre se, com o certificado, será possível "salvar o verão", o chefe do Governo recomendou "expectativas relativamente prudentes". "Obviamente, é uma ferramenta, mas não há aqui varinhas mágicas. O primeiro problema é que a pandemia não passou, portanto, todos nós temos o nosso receio relativamente à contaminação", sustentou.

António Costa considerou que o certificado "seguramente será um fator de agilização não só da circulação dentro da União Europeia mas também para resolver muitos dos problemas de acesso a muitos dos locais onde atualmente as dificuldades de acesso são maiores". "Cada estado depois é livre de poder retirar todo o potencial deste certificado, seja para entrar em espetáculos, seja para entrar em estabelecimentos, seja para entrar em unidades hoteleiras. Portanto, isso vai facilitar muito a vida das pessoas", referiu.

O primeiro-ministro argumentou que o "certificado é muito importante porque não é limitativo, porque cobre, primeiro, as pessoas que estiveram doentes e já estão recuperadas, em segundo lugar, as pessoas que fizeram teste e testaram negativas, e, finalmente, as pessoas que já estão vacinadas".

"A possibilidade de este certificado ser estendido a países terceiros como o Reino Unido, assim o Reino Unido o deseje, facilitará também muito a circulação dos turistas britânicos, que não podem neste momento praticamente circular para sítio nenhum sem depois estarem no seu regresso 14 dias de quarentena", afirmou.

Sobre a forma como decorrerá o verão, o líder do executivo disse ser "evidente que antes de 2022 não é de antever que haja um recrudescimento extraordinário da atividade turística".

"As pessoas têm receio ainda, o que é normal. Em segundo lugar, porque as medidas que os Estados vão aplicando vão variando, com uma enorme instabilidade, portanto, todo o planeamento das férias dos próprios, dos agentes económicos, é muitíssimo difícil. Mas obviamente, o facto de haver um certificado e, sobretudo, se os estados da União Europeia passarem a ter estabilidade nas decisões que tomam e não andarem a tomar uma decisão numa semana e outra decisão noutra semana, é evidente que isso vai facilitar muito", disse.

Relativamente a uma eventual concorrência entre estados-membros pelo turismo, António Costa sublinhou que "os estados-membros aprenderam no ano passado que não vale a pena andarem a fazer um esforço concorrencial de se porem em bicos de pés de que uns são melhores do que outros, porque quando o fazem minam a confiança do mercado no seu conjunto".

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