Coronavírus

Perito defende menos restrições em nome de mais imunidade à covid-19

Perito defende menos restrições em nome de mais imunidade à covid-19

Médico da OMS receia uma segunda vaga com os mesmo efeitos da primeira.

Portugal teria condições para aliviar as restrições no combate à pandemia de covid-19, restringindo-as a grupos de risco e construindo imunidade de grupo. Quem o defende é o médico português Nelson Olim, consultor da WHO Academy, da Organização Mundial de Saúde (OMS).

"A tendência deste vírus é de se tornar endémico. Esta é a única forma de a médio e longo prazo se criar uma imunidade de grupo. Neste momento, há um certo exagero nas medidas tomadas do ponto de vista do distanciamento, das máscaras, das luvas e da circulação dentro de espaços. A questão - e é preciso ter noção do preço a pagar - é que estamos a atrasar em muito o adquirir da imunidade de grupo que nos iria proteger a todos", argumenta o clínico, ressalvando ser a sua visão pessoal e não uma posição da OMS.

Evolução da espécie humana

Segundo o cirurgião especialista em medicina de catástrofe e responsável pela coordenação da aplicação móvel WHO Academy, desenvolvida pela OMS para agregar a informação sobre a pandemia para os profissionais de saúde, o país arrisca-se a enfrentar uma segunda vaga do SARS-CoV-2 quase nas mesmas condições em que enfrentou a primeira.

"O facto de estarmos a atrasar a imunidade de grupo faz com que uma possibilidade de segunda vaga vá atingir uma população que ainda não criou imunidade, portanto, uma população que se vai comportar mais ou menos como foi atingida há dois ou três meses", diz, vincando: "A imunidade ganha-se pela exposição a pequenas quantidades do vírus e essa é a forma como a espécie humana evoluiu nos últimos milhares de anos".

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