Política

Petição que pede abolição do Chega já passou as 20 mil assinaturas

Petição que pede abolição do Chega já passou as 20 mil assinaturas

A petição online que pede a abolição do Chega já ultrapassou as 20 mil assinaturas. Sustenta-se no facto de a Constituição portuguesa proibir a ideologia fascista desde 1976. Ventura reage: "não passarão".

Intitulada "Abolição do partido Chega por ideologia fascista", a petição contava, ao início da noite desta segunda-feira, com 20100 assinaturas. Já ultrapassou largamente as 4 mil necessárias para ser discutida no Parlamento, caso seja aceite.

Os peticionários argumentam que, apesar de o fascismo ser considerado crime em Portugal, neste momento "senta-se, na Assembleia da República, um seguidor e disseminador dessa mesma ideologia".

"Como é possível, tendo em conta a lei patente na Constituição vigente, o partido Chega e o seu deputado André Ventura permanecerem na Assembleia da República?", questiona o documento.

O curto texto de apresentação argumenta ainda que é preciso "mudar" e "reconhecer os crimes e os nefastos acontecimentos do passado para que não se repitam no futuro próximo ou longínquo".

"O neofascismo, que se tem afirmado nos últimos anos em muitas partes do mundo é, também, um problema em Portugal. Um problema que é necessário parar antes que se deixe desenvolver", concluem os peticionários.

Ventura reage

André Ventura, líder do Chega, já reagiu à petição. Esta segunda-feira, à saída de uma reunião com especialistas no Infarmed, utilizou a expressão "não passarão" - utilizada pelos comunistas durante a Guerra Civil espanhola - para se insurgir contra a iniciativa.

"Lamento muito que, em democracia, continuem a suceder-se e a noticiar-se petições para o fim do partido que lidero e tentativas de ilegalização do mesmo. Isso demonstra bem o nível de democracia que temos em Portugal e o quanto não estavam habituados a viver nessa democracia. Não passarão", disse o deputado.

Recorde-se que, em abril, Ventura apresentou a demissão da liderança do Chega, tendo anunciado logo de seguida que convocaria eleições para setembro para se voltar a legitimar.

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