Covid-19

Quebra de 20% da Pfizer prolonga primeira fase de vacinação

Quebra de 20% da Pfizer prolonga primeira fase de vacinação

Farmacêutica vai entregar menos 20% de doses do que estava inicialmente previsto.

O coordenador do Plano de Vacinação Covid-19 afirmou esta manhã de quarta-feira, no Parlamento, que a farmacêutica Pfizer não vai conseguir, por dificuldades na produção, entregar as quantidades de vacinas acordadas. Está prevista uma redução de 20% que terá implicações na concretização da primeira fase do plano.

Francisco Ramos admite que o incumprimento é uma "má notícia". "A Pfizer não conseguirá cumprir e temos uma redução de 20% da quantidade prevista para o primeiro trimestre", afirmou.

Primeira fase mais longa

Esta quebra na quantidade de vacinas que vão chegar ao país anula a possibilidade da primeira fase do plano (950 mil utentes) ficar concluída entre janeiro e fevereiro. Este era o melhor dos três cenários previstos para a primeira fase (janeiro/fevereiro, janeiro/março e janeiro/abril), mas "está fora de questão".

Com o incumprimento da Pfizer "vamos aproximarmo-nos mais [do cenário] janeiro a abril", referiu Francisco Ramos.

O coordenador do plano afirmou que Portugal está preparado para antecipar a vacinação e considerou que a possibilidade de as vacinas chegarem mais cedo do que o previsto é um "fator positivo".

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A Agência Europeia do Medicamento anunciou ontem que antecipou para dia 21 de dezembro a reunião do Comité de Uso Humano de Medicamentos, na qual poderá ser aprovada a vacina da Pfizer-BioNTech.

Francisco Ramos adiantou que, se a empresa mantiver a disponibilidade de entregar as vacinas três dias depois, Portugal terá pessoas a receber o fornecimento mesmo que calhe na noite de Natal.

Mais tarde, para frisar que o país está preparado para vacinar assim que as doses cheguem, o coordenador do plano disse que, se por magia, as vacinas chegassem esta manhã a Portugal, "à tarde teríamos condições para administrar vacinas num qualquer centro de saúde" de Portugal.

Respondendo a questões sobre as condições dos cuidados primários para administrar a vacina, Francisco Ramos disse que não se espera envolver mais do que 20% dos enfermeiros dos centros de saúde na atividade de vacinação.

Na audição, Francisco Ramos arriscou repetir uma frase do presidente da República sobre a vacina da gripe, que acabou por não se concretizar. "Haverá vacinas para todos os portugueses que se queiram vacinar", sublinhou o responsável aludindo as 22,8 milhões de doses de vacinas covid-19 contratadas, suficientes para imunizar toda a população.

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