Saúde

Pizarro quer ter mais informação para dizer se concorda com fecho de maternidades

Pizarro quer ter mais informação para dizer se concorda com fecho de maternidades

O ministro da Saúde evitou, esta quarta-feira, revelar se concorda com as conclusões da comissão para a reforma das maternidades - que irá recomendar ao Governo o fecho de algumas destas instalações -, adiantando apenas que a decisão sobre eventuais encerramentos ficará a cargo da direção executiva do SNS.​​​​​​ Manuel Pizarro também disse que espera poder anunciar "ainda esta semana" o nome do CEO do referido organismo.

"O que temos de avaliar é o relatório cuja versão final nem sequer nos foi entregue", afirmou o ministro, em Lisboa, questionado sobre as conclusões da comissão para a reforma das maternidades. "Compreendo o interesse nesse tema, acho que ele é muito relevante. Mas não posso pronunciar-me com base em notícias de jornais", reforçou.

Manuel Pizarro revelou ter tido, na terça-feira, "uma primeira reunião" com Diogo Ayres de Campos, coordenador da comissão. Referindo que este lhe transmitiu "uma versão preliminar do relatório", explicou que o documento "precisa de ser exaustivamente analisado" para que o Governo possa fazer mais comentários.

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"Não posso ter uma opinião política que se deva sobrepor a uma análise técnica séria sobre esse diploma", insistiu o ministro, questionado sobre qual a sua visão acerca da versão do relatório que já conhece.

Pizarro afirmou ainda que as eventuais futuras decisões no que respeita às maternidades serão tomadas, "naturalmente, a partir da direção executiva do SNS". Referiu que "faz todo o sentido" que seja esse o procedimento a adotar, por estarem em causa questões técnicas e operacionais. No entanto, garantiu que esse facto "não desresponsabiliza o Governo em nada".

Já foram aplicadas 250 mil vacinas

Pizarro também falou da nomeação do CEO da direção executiva do SNS, cargo que tem sido apontado a Fernando Araújo. Apesar da demora em conseguir o "sim" do diretor, o ministro assegurou que o processo está a decorrer com normalidade. "Não há nenhum CEO nomeado, não há nenhum atraso no processo", garantiu.

"O diploma que rege o funcionamento da futura direção executiva foi promulgado pelo senhor presidente da República na passada sexta-feira. Ainda nem sequer está publicado em diário da Republica", prosseguiu Pizarro. "Mal seja publicado, e eu espero que isso aconteça ainda esta semana, anunciarei quem é a pessoa que vou convidar. E espero também poder anunciar se essa pessoa aceitou ou não", acrescentou.

O ministro esteve reunido esta quarta-feira com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, e com o coordenador do Núcleo Coordenador de Apoio ao Ministério da Saúde, Carlos Penha Gonçalves, para discutir os processos de vacinação contra a gripe e contra a covid-19. Revelou que, para já, foram vacinadas "cerca de 250 mil pessoas", um "belíssimo número" que deverá continuar a aumentar.

"É precisamente antes de vir o inverno que nos devemos prevenir", afirmou Manuel Pizarro, apelando à vacinação dos maiores de 65 anos e dos cidadãos com comorbilidades. Questionado sobre as vacinas disponíveis, referiu que elas existirão em quantidade suficiente para todos os cidadãos que necessitem.

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