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Plano de vacinação aprovado por mais de três quartos dos portugueses

Plano de vacinação aprovado por mais de três quartos dos portugueses

Maioria prevê que o país demore um a dois anos ou mais para regressar à normalidade. Confiança nas inoculações aumenta com o passar dos meses.

A perceção dos portugueses em relação à imunização contra a covid-19 melhorou nos últimos meses. O andamento do plano de vacinação passou dos 34% de aprovação, que tinha em fevereiro, para 78% em julho. Numa altura em que 60% da população tem pelo menos uma dose de vacina, a confiança na eficácia das inoculações também subiu de 61% em novembro de 2020 para 71% este mês, de acordo com os dados mais recentes. Quanto ao regresso à normalidade, os portugueses estão mais pessimistas: descem os que consideram que vai ser preciso um ano, aumentam os que estimam em dois ou mais anos a recuperação do país.

Os dados mais recentes, recolhidos neste mês de julho pela sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, mostram que mais de três quartos dos inquiridos dão nota positiva ao processo de vacinação. Quase um terço (31%) respondeu que o plano está a "correr muito bem" e 47% disseram que está a correr "bem".

Um aumento significativo em relação às respostas de fevereiro, quando apenas 4% dizia estar a correr "muito bem" e 27% "bem", num total de 34% de aprovação. No lado oposto, a percentagem dos que consideram estar a correr "mal" baixou de 22% para 4% e "muito mal" passou de 13% para 2%.

Numa análise mais fina, foi na região Centro que houve mais respostas (34%) a considerar que corre "muito bem". Na Área Metropolitana de Lisboa (AML) registaram-se mais opiniões a dizer que corre "bem" (48%), mas é também aqui que há mais pessoas (3%) a considerarem que corre "muito mal". AML e Área Metropolitana do Porto (AMP) empatam no número de pessoas (6%) que consideram que corre "mal".

Juventude otimista

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Sobre o regresso à normalidade, a população auscultada já esteve mais pessimista. Em fevereiro, 58% achavam que iria demorar entre um a mais de dois anos; agora, esse valor baixou para 55%.

Em julho, 29% acham que o país, com a vacinação, vai demorar um ano a recompor-se; em fevereiro esta opinião era partilhada por 40% dos inquiridos. Já nos que antecipam que o país irá demorar dois anos ou mais para lá chegar, a percentagem aumentou de 18% em fevereiro para 26% em julho.

No universo que elegeu estas duas opções, os mais novos são os mais otimistas. Dos 18 aos 24 anos (35%) e dos 35 aos 49 (33%) consideram que num ano se irá conseguir recuperar. Já nas idades dos 50 aos 64 (35%) e os maiores de 65 (22%) consideram ser necessário dois anos ou mais.

A confiança na eficácia da vacinação foi outro parâmetro auscultado. Embora no global tenha aumentado de 61% em novembro de 2020 para 71%, na comparação com o inquérito anterior, de abril, a percentagem de pessoas que diziam ter confiança "muito grande" baixou de 21% para 19%. Os que dizem ter "grande confiança" aumentaram de 45% para 52%.

Ainda que em menor proporção, os que em abril tinham um grau de confiança "pequeno" subiram de 10% para 13% em julho. E os que revelavam ter um grau "muito pequeno" mantiveram-se nos 6%.

No que diz respeito à adesão à vacinação, a evolução tem vindo a crescer. Em julho, 78% dos inquiridos respondem que pretendem receber (ou já receberam) o fármaco assim que possível. Em novembro de 2020, a percentagem era de 25%. Os que concordavam parcialmente com esta posição diminuíram de 29% para 12%. Já os que discordam parcialmente e totalmente baixaram de 19% para 3 % e de 12% para 4%, respetivamente.

Mais de metade aprovam vacinação

Dos inquiridos, 62% já tinham sido vacinados, 53% avaliaram a experiência como muito positiva e 42% como positiva. Já 2% disseram ter sido negativa e apenas 1% a classificou como muito negativa". Por idades, os vacinados entre os 50 e os 64 anos (63%) lideraram na nota máxima.

Jovens com maior relutância na adesão

Em todas as idades, é dominante a resposta de que pretendem tomar (ou já tomaram) assim que possível. Contudo, é entre os 18 e os 34 anos que a garantia é menor (68%). Só 20% concordam parcialmente com a inoculação assim que possível, 1% discordam parcialmente e 3% totalmente.

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