Ação social

Plataforma facilita o acesso dos estudantes a apoios em nove politécnicos

Plataforma facilita o acesso dos estudantes a apoios em nove politécnicos

Aceder ao serviço da bolsa de estudantes, consultar uma base de dados com ofertas de alojamento ou requisitar bicicletas que a instituição disponibiliza à comunidade académica, são alguns dos serviços disponíveis na plataforma SASocial, apresentada, esta quarta-feira, no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, em Barcelos.

Trata-se de uma solução tecnológica - disponível numa app no smartphone ou à distância de um clique - destinada a facilitar o acesso dos estudantes a um conjunto de apoios e serviços prestados pelos Serviços de Ação Social de cada um dos nove institutos politécnicos envolvidos: Barcelos, Viana do Castelo, Bragança, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Portalegre e Setúbal.

O projeto, iniciado em 2018, representa um investimento de cerca de 2,8 milhões de euros, que irá beneficiar cerca de 48 mil estudantes.

Na apresentação pública da plataforma, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior reconheceu a importância do trabalho conjunto, uma vez que "há um padrão comum em todas as famílias e por isso é que esta rede vem juntar todos os ensinos politécnicos para haver uma partilha de experiências". Manuel Heitor lembra que "não há ensino superior sem ação social", que representa, atualmente, cerca de 23% dos estudantes em Portugal.

Os pedidos de apoio de ação social aumentaram com a pandemia da covid-19, mas o ministro afirma que não foi significativo. "Não houve um aumento muito grande de pedidos de apoio social, o que aumentou com a pandemia foi o número de alunos. Em 2015, tínhamos cerca de 258 mil e hoje temos 412 mil estudantes no ensino superior", salienta, acrescentando que "hoje a oferta de ensino superior está presente em 134 localidades e há cinco anos estava apenas em apenas 40".

Para Alexandra Leitão, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, que também marcou presença na cerimónia, a plataforma é "uma enorme mais valia para os estudantes e para o país", elencando as principais características do SASocial: "O uso da tecnologia como meio de conseguir que mais cidadãos recorram aos apoios a que têm direito; o trabalho colaborativo, feito em rede e que permite a partilha de dados; e potenciar o acesso ao ensino superior".

Maria José Fernandes, presidente do IPCA, lembra que este é "um bom exemplo de trabalho colaborativo e de uso de dinheiros públicos". "Posso afirmar que, no IPCA, através desta plataforma informática, é garantido o acesso a um leque de serviços digitais, com ganhos de comodidade e rapidez para a comunidade académica, tornando, assim, mais fácil aos estudantes aceder aos serviços e apoios disponibilizados pelos SAS", revela.

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