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Podemos rezar e comer sardinhas mas com "nova forma de estar"

Podemos rezar e comer sardinhas mas com "nova forma de estar"

Em fim de semana de Santos Populares, a DGS apela a uma diversão segura. A quem está a organizar e participar na peregrinação a Fátima, é necessária "uma nova forma de estar". Política de deteção de casos justifica aumento de infetados face ao resto da UE.

A secretária de Estado Adjunta e da Saúde e a diretora-geral da Saúde voltaram a sublinhar a proibição dos tradicionais arraiais populares do Santo António. Mas, ressalvaram, pode-se sair à rua e ir ao restaurante "comer um bom e cobiçado prato de sardinhas". "No quadro dos estabelecimentos de restauração, não estão limitadas as opções gastronómicas", brincou Jamila Madeira, antes de Graça Freiras acrescentar que serão reforçadas as "regras de ocupação, permanência, distanciamento físico e higiene dos estabelecimentos de prestação de serviços, comércio, retalho e restauração".

Há também restrições de horários para venda de bebidas alcoólicos, a ocupação das esplanadas no setor da restauração está condicionada às regras das autoridades de saúde e não são permitidas atividades que reúnam mais de 10 pessoas, tanto no concelho de Lisboa como em todos os outros onde se celebre a festa popular. O apelo a clientes e estabelecimentos é este: divertir, mas "sem facilitar".

Casamentos e batizados: com regras mas sem fundamentalismos

Sobre as regras de segurança a aplicar em casamentos e batizados, Graça Freitas explica que são as mesmas que se verificam nos funerais: "Se pertencem a agregados familiares diferentes, não se devem juntar". E "se estiverem distantes, o salão for grande e forem poucas pessoas, não podemos ser fundamentalistas." Uma coisa é certa: "Não podemos celebrar estas festas como fazíamos antes".

ATL começam a abrir a 15 de junho

Sobre o atraso na reabertura dos ATL, a diretora-geral da Saúde diz que a abertura está prevista para 15 de junho, para os que não estão integrados em escolas, e para 26 de junho, data do final do ano letivo, os que estão. "As regras estão a ser feitas", os parceiros do setor estão a ser ouvidos e as orientações vão sair em "tempo oportuno", adiantou.

"Podemos rezar mas com uma nova forma de estar"

Quanto às peregrinações a Fátima, hoje e amanhã, Graça Freitas espera que a não concentração de pessoas seja assegurada e pede "muito cuidado" aos organizadores e peregrinos, lembrando que, apesar da liberdade religiosa, "temos de observar novas regras". "Podemos rezar, peregrinar e ir aos locais de culto, mas sempre com uma nova forma de estar"

Isolamento de pessoas não depende dos testes

Confrontada com o atraso nos resultados dos rastreios a empresas (como a DHL) e com o facto de haver casos suspeitos que continuam a trabalhar, Graça Freitas disse que a rapidez dos resultados tem sido a "desejável" na maioria dos casos. E esclareceu que a decisão de isolar pessoas não depende só dos testes, mas também dos sintomas apresentados e de contactos próximos com infetados. "Pode ter acontecido que pessoas da mesma empresa não tenham tido contacto próximo com a pessoa infetada", justificou.

"Passou pouco tempo" para perceber se sequelas são definitivas

Questionada sobre o assunto, Graça Freitas disse que ainda é cedo para apurar se as sequelas de doentes de covid-19 que passaram pelos cuidados intensivos são permanentes. "As sequelas têm de ser muito bem monitorizada para saber se persistem para além do período de convalescença, principalmente para os doentes que estiveram ventilados", afirmou, apontando que, embora haja alguns estudos, "ainda é cedo para tirar conclusões definitivas já que os primeiros casos apareceram a 2 de março". "Passou pouco tempo para perceber se são sequelas definitivas, que vão deixar algum grau de incapacidade. Mas estão a ser estudadas."

Portugal é o segundo país da UE com mais positivos por milhão de habitantes

Sobre o facto de Portugal ser o segundo país da União Europeia com mais casos positivos por milhão de habitantes, Graça Freitas deixa duas notas: há uma grande diferença para o primeiro e "tem muito a ver com a política em relação à deteção de casos". Além das ações de rastreio em vários setores e atividades, lembrou que, desde o início, o SNS24 reencaminha pessoas com sintomas ligeiros para o médico e que lhe é feito um teste. E realçou o facto de a incidência de casos, na região de Lisboa e Vale do Tejo, não ter repercussão no número de internamentos e mortes. A taxa de ocupação dos Cuidados intensivos na região de Lisboa é de 65%.

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