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População portuguesa diminui pelo oitavo ano consecutivo

População portuguesa diminui pelo oitavo ano consecutivo

A população em Portugal diminuiu em 2016, pelo oitavo ano consecutivo, já que o número de mortes continua a ser superior ao de nascimentos.

Segundo as "Estatísticas Vitais", do Instituto Nacional de Estatística, no ano passado nasceram com vida 87126 crianças, o que representa um aumento de 1,9% (mais 1626 crianças) face a 2015, ainda que mais atenuado do que o observado no ano anterior (3,8%).

Para o abrandamento do ritmo de crescimento do número de nados-vivos verificado em 2016 contribuiu a variação negativa nos meses de setembro (-0,7%), novembro (-0,9%) e dezembro (-4,4%), face aos mesmos meses de 2015, explica o INE.

De acordo com os dados, nasceram mais meninos do que meninas em 2016, 44789 e 42337, respetivamente.

O número de mortes também aumentou no ano passado, totalizando 110535, mais 1,8% relativamente a 2015 (108.539).

"Da conjugação dos valores registados de nados-vivos e óbitos em 2016 resulta, pelo oitavo ano consecutivo, um saldo natural negativo de 23.409, acentuando-se ligeiramente face ao verificado em 2015 (-23.011)", sublinha o INE.

Do total de óbitos, 55601 foram de homens e 54934 de mulheres, sendo que 85% das mortes respeitam a pessoas com 65 e mais anos.

O INE assinala ainda a morte de 278 crianças com menos de um ano, mais 28 do que o registado em 2015, "resultando em uma taxa de mortalidade infantil de 3,2 óbitos por mil nados-vivos (2,9 em 2015)".

A mortalidade apresenta um padrão geral sazonal, com valores mais elevados nos meses de inverno e mais baixos na primavera e verão.

Em 2016, o mês de dezembro foi aquele em que se observou o maior número de óbitos, contrariamente ao ano anterior em que o maior número de óbitos se registou no mês de janeiro.

Os dados destacam também o aumento da mortalidade nos meses de julho e agosto em 2016 comparativamente com os meses homólogos de 2015.

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