Autárquicas

"Por muito que custe à Oposição", o PS ganhou as eleições, diz Carneiro

"Por muito que custe à Oposição", o PS ganhou as eleições, diz Carneiro

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, afirmou que o PS "ganhou e ganhou bem" as autárquicas de domingo. Já José Silvano, do PSD, considerou que os resultados representaram uma resposta do país ao que foi sendo "propagandeado" pelo Governo.

"Por muito que custe à Oposição, o PS é, pela terceira vez consecutiva, o vencedor das eleições autárquicas ", afirmou José Luís Carneiro, ao início de uma tarde de declarações políticas dos partidos no Parlamento.

O dirigente socialista lembrou que, apesar de ter perdido nove Câmaras, o PS mantém-se no poder em 152 autarquias, contra as 114 do PSD. "Não temos o hábito de transformar derrotas em vitórias, mas também não aceitamos que tentem transformar a nossa vitória em derrota", acrescentou.

Num dos pedidos de esclarecimento, Fernando Ruas, deputado do PSD e recém-eleito autarca de Viseu, avisou que irá "cobrar" todas as promessas feitas pelo Governo durante a campanha. Uma ideia que seria reforçada, minutos depois, por José Silvano.

Prometeu? Tem de cumprir

"Os portugueses estão fartos de promessas e não esquecem que, durante a pandemia, o Governo prometeu mais do que podia cumprir", sustentou. Para o secretário-geral e coordenador autárquico laranja, "foram os autarcas que colmataram as falhas" do Executivo.

Destacando a vitória do PSD em Lisboa, o "reforço da implantação" do partido nas áreas metropolitanas e a contribuição social-democrata para a perda da maioria absoluta de Rui Moreira, no Porto, Silvano considerou que o PSD está agora "em melhores condições de ser alternativa a este Governo".

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Regionalização veio a debate

Na sua declaração política, Carneiro referiu-se à descentralização como forma de "preparar o caminho para a consulta popular sobre a regionalização".

Questionado por Pedro Filipe Soares, do BE, sobre "se alguma coisa mudou nacionalmente" para o PS após as autárquicas - uma vez que, disse o deputado, o Governo defendia que não haveria regionalização enquanto Marcelo Rebelo de Sousa fosse presidente -, Carneiro insistiu na preparação de um referendo sobre regionalização em 2024.

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