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Portas avisa que oposição vai mudar na Madeira

Portas avisa que oposição vai mudar na Madeira

O líder do CDS-PP garantiu, este domingo, que a oposição vai mudar na Madeira com os democratas-cristãos a liderá-la e assinalou que os resultados do seu partido demonstram que "qualquer coisa está a mudar" no sistema partidário.

"Qualquer coisa está a mudar significativamente no sistema partidário em Portugal e ainda bem", afirmou Paulo Portas, numa declaração na sede do CDS, em Lisboa, referindo-se à evolução dos resultados eleitorais dos democratas-cristãos.

Portas sublinhou que "há 4 anos, se somassem os deputados do CDS na Assembleia da República, na Assembleia da Madeira e na Assembleia dos Açores, eram 14", enquanto hoje são 38.

Segundo o presidente democrata-cristão, "houve um ciclo político, e muitos observadores ainda não o notaram, que começou com as eleições regionais nos Açores há quatro anos, onde o CDS elegeu o seu maior grupo parlamentar de sempre".

O ciclo inaugurado nessas eleições prosseguiu nas europeias, disputadas "em circunstancias dificílimas, contra todos os prognósticos", depois passou pela eleição do "maior grupo parlamentar em 25 anos na Assembleia da República" até à conquista hoje do "estatuto de líder da oposição na Madeira", afirmou Portas.

O líder do CDS sublinhou que esta foi a primeira vez que o partido foi a votos depois das eleições legislativas, "na situação extremamente difícil em que se encontra o país", considerando que os resultados confirmam-no como "um partido essencial", de "alternativa" e "decisivo para o futuro".

Na região da Madeira, Portas considerou que começou hoje uma "mudança profunda", com o PSD a manter "por pouco" a maioria dos deputados, mas pela primeira vez a perder "a maioria absoluta dos votos".

"É um aviso muito claro e muito forte", considerou.

Portas prometeu uma oposição diferente, com um CDS que se afirmou como "agente da mudança" na liderança.

"Pode não ter mudado o Governo Regional, mas podem ter a certeza que vai mudar a oposição ao Governo Regional da Madeira", garantiu.

"Vamos ter mais oposição, mais fiscalização, mais exigência, e saberemos ter o sentido construtivo de quem sabe que a Madeira foi colocada numa situação dificílima e que não se deve confundir o presidente do Governo Regional com a população da Madeira", declarou.

Para o líder do CDS, a "Madeira precisa de ser ajudada a sair deste descalabro, desde que cumpra regras, desde que haja obediência à lei, haja transparência nas contas e haja finanças sãs, sem as quais não é obviamente possível qualquer económica crescer ou gerar emprego".

Confrontado com o compromisso que mantém que o PSD ao nível nacional no Governo, Paulo Portas reiterou que a coligação exclui a política nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

"Como não me senti inibido de dizer o que penso sobre a forma como a governação regional do PSD conduziu a um descalabro financeiro a Madeira e o Porto Santo, não está à espera que vá comentar matérias que são da soberania de outro partido relativamente ao qual tenho um compromisso no Governo do país", afirmou, em resposta às perguntas dos jornalistas.

O CDS tornou-se, este domingo, a segunda força mais votada na Madeira, com 17,63% dos votos, enquanto nas últimas eleições foi o quarto partido mais votado, com 5,3%, e aumentou a sua representação de dois para nove deputados.

O PSD conquistou hoje a 10ª maioria absoluta em eleições legislativas regionais da Madeira, tendo conseguido eleger 25 dos 47 deputados regionais.

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