União Europeia

Porto, Lisboa e Guimarães entre as 100 cidades neutras em carbono até 2030

Porto, Lisboa e Guimarães entre as 100 cidades neutras em carbono até 2030

Além das três cidades portuguesas escolhidas, houve mais 17 territórios nacionais que manifestaram interesse.

Porto, Lisboa e Guimarães estão entre as 100 cidades escolhida pela UE para serem neutras em carbono até 2030. Estas cidades ou agrupamentos de municípios vão receber 360 milhões de euros, através do programa Horizonte Europa, por forma a tornarem-se em centros de experimentação rumo ao objetivo da neutralidade carbónica.

Os "contratos climáticos", agora apresentados, em Bruxelas, são um guia que inclui um plano de ação climática e uma estratégia de investimento que passa por setores como a energia, edifícios, gestão de resíduos e transportes.

O lançamento da Missão Cidades Inteligentes e com Impacto Neutro no Clima, aconteceu na segunda-feira, em Bruxelas, com a apresentação dos "contratos climáticos". As eleitas, entre os 27 países da União, vão receber apoio da Comissão Europeia (CE) para liderar a transição para a neutralidade climática na Europa.

Um lote restrito de cidades

De um total de 362 candidaturas válidas, foram selecionados cem candidatos de todos os 27 países da União Europeia, abrangendo 12% da população. França foi o país com o maior número de candidaturas aprovadas (10), seguida da Alemanha e Itália (9 cada) e da Espanha e Suécia (7 cada). Adicionalmente, foram escolhidas 12 cidades de países associados ao programa Horizonte Europa (Albânia, Bósnia e Herzegovina, Islândia, Israel, Montenegro, Noruega, Reino Unido, Turquia).

"A inclusão do Porto neste restrito lote das cem cidades líderes na ambição de descarbonização a nível europeu é mais um reconhecimento internacional de que estamos a desempenhar bem a nossa missão, rumo a uma cidade cada vez mais sustentável", afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, Filipe Araújo, na reação oficial do Município. "Esta Missão, que agora é atribuída ao Porto, é um apoio fundamental para fazer de todo este desígnio uma realidade em 2030. Estamos preparados para cumprir", acrescentou o responsável pelos pelouros do Ambiente, Transição Climática e Inovação e Transição Digital, da Cidade Invicta.

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Numa apresentação do teleférico como solução de transporte público urbano, o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, referiu-se à distinção pela CE, como "uma oportunidade de obter fundos para a transição climática diretamente de Bruxelas".

"Uma candidatura que nasceu do maior desafio que enfrentamos: o combate às alterações climáticas", publicou Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, no Twitter, em reação à escolha da capital pela CE. Como comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Moedas foi responsável por esta abordagem em "Missões".

Cidades não selecionadas podem receber apoios

Além das três cidades portuguesas escolhidas, houve mais 17 territórios nacionais que manifestaram interesse: Braga, Cascais, Coimbra, Figueira da Foz, Loures, Maia, Matosinhos, Sintra, Torres Vedras, Valongo, Viana do Castelo, Vila Franca de Xira, Vila Nova de Famalicão e Vila Nova de Gaia, CIM da Região de Coimbra, Oeste CIM e uma candidatura conjunta entre os municípios de Abrantes e Tomar.

Estas cidades, ou conjuntos de municípios, embora fiquem de fora da Missão, também vão ser apoiadas. Segundo um comunicado da CE, vai ser prestado apoio a estas cidades não selecionadas "através, nomeadamente, de assistência à Plataforma da Missão e da criação de oportunidades de financiamento no âmbito do Programa de Trabalho Missão Cidades do Horizonte Europa".

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