Pandemia

Com mais 293 mortos Portugal passa os cinco mil óbitos só este mês

Com mais 293 mortos Portugal passa os cinco mil óbitos só este mês

O país regista este sábado mais 293 vítimas mortais e 12435 novos casos pelo novo coronavírus. Em janeiro morreram mais de cinco mil pessoas.

Os números deste sábado, embora menores nos casos, são, ainda assim, demonstrativos da situação no país. Com mais 293 mortes, Portugal ultrapassou os 12 mil óbitos associados à doença (12179) desde o início da pandemia. As infeções são, agora, mais de 700 mil (711018), desde que foram detetados os dois primeiros casos no país, a 2 de março de 2020.

Dados que dão que pensar. Com mais 293 óbitos nas últimas 24 horas, o segundo pior registo diário de sempre, só superado pelos 303 de quinta-feira, Portugal ultrapassou os cinco mil óbitos, só no mês de janeiro.

Com 5273 mortes reportadas no primeiro mês do ano de 2021, Portugal somou mais óbitos nos 30 dias que leva janeiro do que o acumulado dos meses de julho a dezembro de 2020 (um total de 5230, nos últimos seis meses do ano passado).

Com este registo negro, Portugal quase duplicou o número de mortos em 30 dias, dos 6096 de 31 de dezembro para os 12179 deste sábado, 30 de janeiro.

Número mais elevado de doentes graves de sempre

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Em dia de cifras redondas que ficam na memória, mais de 12 mil mortes e de 700 mil casos no total, o número de doentes graves é o mais elevado desde o início da pandemia, 843, depois de terem sido internadas mais 37 pessoas em unidades de cuidados intensivos nas últimas 24 horas. O número de hospitalizados desceu para 6544, menos 83 do que na sexta-feira.

Nas últimas 24 horas, 14014 pessoas recuperaram da doença. Um número elevado, que dá alguma esperança, quando, contas feitas, 518900 pessoas já superaram o vírus.

Esperança, também, no dia em que o número de casos ativos diminuiu em 1872, para um total de 179939, após dias a subir. O número de pessoas sob vigilância caiu para 225365, menos 142 nas últimas 24 horas.

Região de Lisboa com mais casos e mais mortes

A Região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT) continua como a mais afetada nas últimas semanas, tendo reportado mais 136 óbitos associados à covid-19. Com os registos dos últimos dias, a RLVT é a mais afetada pela letalidade do vírus, com um total de 4682 óbitos desde o início da pandemia.

Ao somar 5961 novos casos, a RLVT ultrapassou as 250 mil infeções desde março, tendo registado um acumulado de 257203.

A Região Norte (RN) continua a ser a mais afetada pela pandemia, em número de casos, tendo registado mais 3155 casos até às 24 horas de sexta-feira, quando fecharam as contas do boletim da DGS, revelado este sábado à tarde. São mais de 300 mil os casos registados na zona mais setentrional do país (303581) desde que a pandemia foi detetada no país. A RN registou mais 65 óbitos, para um total de 4453 desde o início da pandemia.

Ao Centro, os números também não dão descanso, com a pandemia a deixar os hospitais perto do limite. Com mais 2499 infeções reportadas nas últimas 24 horas, a zona entre o Norte e Lisboa passou a barreira das 100 mil infeções acumuladas desde o início da pandemia (101150), num dia em que reportou mais 63 óbitos, para um total de 2124 desde o início da pandemia.

O Alentejo perdeu mais 17 vidas nas últimas 24 horas (651 no total), num período em que reportou 436 novas infeções, para um acumulado de 24659.

Mais a sul, o Algarve ultrapassou duas barreiras: a dos 200 mortos, 205 no total, com os nove óbitos reportados nas últimas 24 horas, e os 17 mil casos (17005), após mais 268 infeções anotadas no mesmo período de tempo.

Na Madeira morreram mais três pessoas (40 no total) e foram anotados mais 91 casos, com a súmula agora nos 3954 desde o início da pandemia.

Os Açores não registaram qualquer vítima nas últimas 24 horas (24 desde o início da pandemia), num período de tempo em que reportaram 25 novos casos - 3466 desde o início da pandemia.

Não são só os mais idosos a morrer

Todos os dias, os números mostram que a covid-19 não mata só os mais velhos, embora seja mais letal entre aqueles com mais história de vida.

Nas últimas 24 horas, números da DGS, há a registar a morte de um homem com menos de 40 anos (29 no total) e dois homens e uma mulher no escalão dos 40-49 anos, que perdeu 108 vidas desde o início da pandemia.

Na faixa etária seguinte, 50-59 anos, foram reportados nove óbitos (quatro homens e cinco mulheres), para um acumulado de 312 desde o início da pandemia,

O escalão etário mais afetado continua a ser o das pessoas com mais de 80 anos, que nas últimas 24 horas perdeu 203 pessoas (92 homens e 111 mulheres), numa faixa etária que soma 8199 do total de 12179 óbitos desde o início da pandemia (67% do total nacional).

Na faixa etária imediatamente anterior foram reportados 47 óbitos (24 homens e 23 mulheres), para um acumulado de 2498 desde o início da pandemia, enquanto na faixa dos 60-69 anos foram registadas 30 mortes, 18 homens e 12 mulheres, para 1021 no total.

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