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Portugal continua a perder população, mas a um ritmo mais lento

Portugal continua a perder população, mas a um ritmo mais lento

No ano passado, Portugal contava com 10,277 milhões de pessoas, menos 0,14% face a 2017. Melhoria do saldo migratório pelo segundo ano consecutivo atenua decréscimo populacional. Saldo natural nunca esteve tão negativo.

No final do ano passado, Portugal contava com menos 14.410 habitantes, com uma população residente total estimada em 10.276.617 pessoas. Pelo segundo ano consecutivo, o decréscimo populacional foi atenuado pela melhoria do saldo migratório, que voltou a fechar positivo. Isso mesmo revelam as estimativas e população residente em Portugal divulgadas, esta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Desde 2010, recorde-se, que Portugal vem perdendo população residente, quer devido ao aumento da emigração, quer devido à quebra contínua da natalidade. Nos últimos dois anos, esse decréscimo desacelerou graças a uma quebra ligeira na emigração e aumento na imigração, o que levou para terreno positivo, pelo segundo ano consecutivo, o saldo migratório. Já o saldo natural mantém-se negativo, tendo-se mesmo agravado em 2018, ano em que os nascimentos aumentaram 1%, para um total de 87 mil nados-vivos, mas os óbitos subiram 3%, para os 113 mil.

Sublinhe-se, aliás, que nunca o país registou um saldo natural tão negativo. Consecutivamente no vermelho desde 2009, no ano passado registou-se o pior valor de sempre, com menos 26 mil indivíduos. Longe dos irrepetíveis anos em que nasciam em Portugal mais de 100 mil bebés, e com a esperança média de vida a aumentar todos os anos, o envelhecimento demográfico é já um dado adquirido e que se agrava a cada ano que passa. 2018 não foi, por isso, exceção, com 1,6 idosos por cada criança com menos de 15 anos. De acordo com o INE, a população idosa representava já 21,8% da população total estimada, quando a população jovem recuou para os 13,7%. Consequentemente, a base da nossa pirâmide etária vai-se estreitando, quando o seu topo, pelo contrário, se expande.