Cimeira Luso-Espanhola

Portugal e Espanha partilham oportunidades de emprego

Portugal e Espanha partilham oportunidades de emprego

Os centros de emprego portugueses e espanhóis vão colaborar para que empresas e trabalhadores da região fronteiriça tenham as mesmas oportunidades de trabalho. O acordo foi assinado ao final da manhã desta terça-feira na XXIX Cimeira Luso-Espanhola.

A capacidade de criação de emprego de Portugal e Espanha foi salientada pelo primeiro-ministro português, António Costa. Nos últimos dois anos, disse, dois terços dos postos de trabalho criados na União Europeia surgiram na Península Ibérica.

Os dois países querem partilhar experiências em políticas de emprego e formação e reforçar a cooperação, "para que portugueses e espanhóis possam beneficiar de oportunidades de emprego do outro lado da fronteira", disse Costa, em Vila Real, no final da conferência de imprensa que marcou o fecho da XXIX Cimeira Luso-Espanhola, ocorrida esta segunda e terça-feira, entre o Douro e Vila Real.

Na cimeira, dedicada à cooperação transfronteiriça, também foi acordada a revisão da Convenção de Albufeira, que regula a gestão dos rios partilhados pelos dois países, e combinado candidatar o Tejo Internacional à distinção de reserva da biosfera transfronteiriça. A ser aprovada pela Unesco, será a 17.ª em todo o mundo.

O encontro acordou ainda uma maior cooperação em matéria de segurança, de ciência e ensino superior, de cooperação turística, bem como a finalização do Mercado Ibérico do gás.

Será ainda celebrado o 500.º aniversário da primeira circum-navegação ao planeta, iniciada por Fernão de Magalhães e terminada por Juan Sebastián Elcano.

Alamaraz ausente e Centeno apoiado

O maior ponto de discórdia recente entre os dois países, a manutenção da central nuclear de Almaraz, situada próxima da fronteira com Castelo Branco, não foi discutida. Mariano Rajoy, presidente do Governo de Espanha, assegurou que o assunto não foi discutido nos encontros dos dois últimos dias "porque foi o tema de que mais falamos nos últimos tempos".

Quanto à apoio espanhol a uma candidatura do ministro das Finanças português Mário Centeno à presidência do Eurogrupo, Rajoy foi taxativo: "sempre preferimos os amigos aos desconhecidos".

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