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Portugal é o "El Dorado" fiscal dos reformados franceses

Portugal é o "El Dorado" fiscal dos reformados franceses

Milhares de franceses estão a optar por viver em Portugal depois da reforma. Entre cinco a sete mil por ano. O clima pode ajudar na decisão, mas é o benefício de dez anos de isenção de impostos sobre o rendimento que parece aliciar estes aposentados.

O jornal francês "La Voix du Nord" fez um trabalho sobre a escolha de muitos reformados franceses de viver em Portugal, sobretudo na região do Algarve.

O jornal de Lille destacou o trabalho na sua primeira página, com o título: "Como se deixam os cidadãos do Norte encantar por este El Dorado fiscal, climático e de segurança: primeira parte da nossa pesquisa no Algarve".

A reportagem assinada pelos jornalistas Philippe Pauchet e Bernard Virel, que chegaram a Faro em meados de outubro, integra diferentes testemunhos de quem decidiu viajar até Portugal para ter uma nova morada. As próprias agências imobiliárias com quem os jornalistas falaram parecem estar a sentir um crescimento notável da procura por parte de cidadãos franceses. Um dos mediadores garante que os franceses representam "60% dos estrangeiros que decidem estabelecer-se" no Algarve. Portugal conseguiu superar mesmo Marrocos na lista das preferências dos reformados franceses.

Desde 2013, cerca de 25 mil franceses escolheram Portugal para passar a reforma. A estatística é avançada pelo presidente da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, Carlos Vinhas Pereira. "É um sonho acessível a todos", explica.

Um cidadão francês conta que decidiu passar a reforma em Portugal porque era marinheiro. Certo dia teve que parar nos Açores para reparar um barco e descobriu "pessoas extraordinárias". "Prometi a mim mesmo que viria para Portugal no futuro", relembra Christian Maurin, um dos novos moradores da Fuseta.

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O regime fiscal português isenta os cidadãos estrangeiros, que são considerados residentes não habituais, durante dez anos, do imposto sobre os rendimentos, desde que estes passem 183 dias em solo nacional. Ao fim de dez anos, os impostos passam a ser cobrados de forma progressiva.

As reformas douradas em Portugal fizeram a França perder, de acordo com uma publicação do jornal económico francês "Les Echos", cerca de quatro milhões de euros em receitas, em 2013.

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