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"Portugal enfrenta o período mais difícil desde 1975", diz Passos Coelho

"Portugal enfrenta o período mais difícil desde 1975", diz Passos Coelho

PSD e CDS-PP assinaram o acordo programático entre os dois partidos para a formação do Governo. Pedro Passos Coelho disse que Portugal "enfrenta o período mais difícil desde 1975" e reconheceu que os portugueses "estão no limite". Centrou-se "em restaurar a confiança", enquanto Paulo Portas prometeu governação com moderação, após "vários anos de arrogância e crispação".

"Iniciámos um ciclo novo para Portugal", disse Pedro Passos Coelho, após a assinatura do acordo programático entre PSD e CDS-PP. "Esse ciclo foi iniciado pelos portugueses nas eleições, mas também pelos dois partidos, que fizeram o seu trabalho para chegar a um acordo político e programático", acrescentou.

Considerando que este é "o período mais difícil que Portugal enfrentou desde 1975", Pedro Passos Coelho deixou um alerta para os tempos vindouros. "Iremos enfrentar grandes dificuldades, mas o Governo estará cá para ajudar os portugueses e as portuguesas para enfrentar esses problemas e dificuldades", disse o líder do PSD.

"Temos consciência de que o país chegou ao limite, quase à exaustão da confiança no governo", disse Pedro Passos Coelho, apostando na recuperação da confiança dos portugueses. "Não é possível recuperar a confiança no Governo e nas instituições sem recuperar a confiança dos portugueses", acrescentou.

"Para recuperar a confiança, o Governo tem de dar o exemplo", argumentou passos Coelho. "PSD e CDS concordaram em formar um Governo que dê o exemplo e restaure a confiança dos portugueses, mas também do mercados", disse o primeiro-ministro indigitado.

Antes, Paulo Portas disse esperar um Governo com moderação, sob a liderança de Pedro passos Coelho. "Moderação é muito necessária ao país, depois de anos de arrogância e crispação", disse o líder do CDS-PP. Ambos os presidentes dos partidos escusaram-se a responder a perguntas, com Passos Coelho a dizer que "o Governo será apresentado ao presidente da República quando estiver concluído".

O acordo agora assinado não vai ser já revelado, dado que "constitui a base do programa eleitoral" do futuro Governo. "Trabalhamos afincadamente para aproximar os nossos programas, limar as arestas", disse Passos Coelho, elogiando o "trabalho que foi realizado" pelas equipas negociais de ambos os partidos.

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"Há três palavras para caracterizar a assinatura do acordo político e programático entre o PSD e o CDS: coragem, mudança e moderação", afirmou Paulo Portas, numa declaração aos jornalistas, após ter rubricado o documento com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

Com Passos Coelho ao seu lado, o líder do CDS-PP salientou a "capacidade de diálogo" demonstrada pelos sociais-democratas e democratas-cristãos, bem como a "coragem" dos dois partidos. "Têm a coragem de querer governar em tempos que são muito difíceis", disse.

Paulo Portas mostrou-se, também, empenhado em quebrar o ciclo. "Somos mais ao menos da mesma geração, eu e o dr Pedro Passos Coelho, e já vimos Portugal a ter de pedir ajuda internacional três vezes, nos últimos 35 anos", disse o líder do PSD.

"Para que Portugal saia de uma vez, sustentadamente, deste ciclo em que tem vivido, de pedidos de ajuda externa, que são feitos apenas porque o país não faz aquilo que é necessário - reformar as suas estruturas económicas, reformular a mobilidade social e ajudar os que mais precisam", acrescentou Passos Coelho.

"Apostando na transparência, na abertura total do país a uma economia que é global, e ao mesmo tempo apresentando mais resultados do que palavras, estou certo isso criará condições de regresso da confiança dos mercados", acrescentou o líder do PSD, que espera poder voltar a pedir dinheiro emprestado aos mercados financeiros. "Como sabem, está previsto para daqui a dois anos, mas acredito que é possível cria condições de confiança dos mercados para fazer isso mais cedo", argumentou o primeiro-ministro indigitado.

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