Covid-19

Portugal está "a controlar" vírus mas Temido receia variante indiana

Portugal está "a controlar" vírus mas Temido receia variante indiana

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou esta terça-feira que "o país está a controlar a pandemia". No entanto, avisou que a variante indiana, recentemente detetada em Portugal, poderá em breve começar a transmitir-se na comunidade.

À saída da reunião no Infarmed, em Lisboa, a governante referiu que existe um "sinal" de a variante indiana "poder iniciar transmissão comunitária". Durante a reunião, foi revelado que, nas últimas duas semanas, se registaram seis casos dessa variante em Portugal, com três introduções distintas.

No entanto, Marta Temido lembrou que as variantes "sempre existiram" e são um fenómeno "normal". O principal desafio que colocam, explicou, é ao nível da avaliação e controlo da intensidade com que se propagam e resistem à vacina.

A ministra afirmou também que o Governo já está a "preparar" a próxima fase do desconfinamento. No entanto, lembrou que as datas anunciadas são "meramente indicativas", não confirmando se a reabertura prossegue já na segunda-feira, como previsto.

O "formato" das reuniões no Infarmed "poderá ser alterado" em breve, admitiu Marta Temido. Ainda assim, a governante garantiu que o ministério da Saúde continuará a fornecer todos os dados necessários aos partidos e instituições, tal como já aconteceu durante a primeira interrupção das reuniões, no ano passado.

Demora nas entregas e limite de idades podem atrasar vacinação

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Quanto à vacinação, Temido avisou que a demora das entregas e o limite de idades de alguns fármacos "podem condicionar" o processo. No entanto, lembrou que a UE negociou a antecipação de novos fornecimentos da Pfizer e disse ter "um respeito escrupuloso" pelas decisões da Agência Europeia do Medicamento.

A "grande maioria" dos maiores de 60 anos ficará vacinada até à terceira semana de maio, acrescentou Marta Temido, em linha com o que o Governo e o grupo de trabalho para o plano de vacinação têm dito.

A fechar, a ministra da Saúde lembrou ainda que as medidas restritivas deverão continuar a ter uma "geometria variável". A prioridade é "preservar a segurança e a saúde das populações", pelo que o Governo estará sempre aberto a tomar "medidas proporcionais" à situação pandémica em cada concelho ou território.

Questionada sobre o eventual fim do estado de emergência, Marta Temido afirmou que o Governo apenas se pronunciará após a indicação do presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa, recorde-se, fala ao país esta terça-feira, pelas 20 horas.

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