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Sobre Reguengos: DGS diz que "lares são da responsabilidade das ARS"

Sobre Reguengos: DGS diz que "lares são da responsabilidade das ARS"

Na sequência do relatório que dá conta de que o lar de Reguengos de Monsaraz não cumpria as normas das autoridades de saúde, a DGS recordou, esta sexta-feira, que os lares são da responsabilidade das Administrações Regionais de Saúde (ARS).

Questionado em relação às declarações do bastonário da Ordem dos Médicos, que afirmou, esta quinta-feira, que a Direção-Geral de Saúde (DGS) deve acompanhar mais de perto situações como a do lar de Reguengos de Monsaraz, onde um surto de covid-19 matou 18 pessoas, Rui Portugal, subdiretor-geral da Saúde, defendeu que a responsabilidade dos lares é das ARS e autoridades locais.

Ainda que admita uma eventual revisão dos procedimentos propostos pela DGS, Rui Portugal recorda que o raio de ação da DGS está bem definido e que os lares não são da sua responsabilidade direta.

Desde o início da pandemia, Portugal realizou mais de um milhão e 700 mil testes de diagnóstico à ​​​​​​​covid-19, sendo que, em agosto, a média diária é superior a 13 mil, avançou António Lacerda Sales.

Na habitual conferência de imprensa de apresentação dos dados epidemiológicos do país, o secretário de Estado da Saúde salientou ainda que, além do reforço de testes, tem havido igualmente um reforço dos recursos humanos para que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) consiga dar resposta aos desafios impostos pela covid-19.

"Foram contratados 4300 profissionais de saúde, 1800 dos quais assistentes operacionais, 1300 enfermeiros, 170 médicos, entre outros", informou. De sublinhar também que foram abertos 435 postos de trabalho na especialidade de Medicina Geral e Familiar, "o maior número de vagas para médicos de família dos últimos tempos".

Também presente na conferência de imprensa, a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, Purificação Gandra, informou que, durante toda a pandemia, se contabilizaram, em toda a rede, 15 mortes. Desde abril que não há nenhum óbito a registar,

A responsável adiantou ainda que, na segunda quinzena de abril, a rede chegou a atingir um máximo de 110 infetados e que foram realizados 14.400 testes aos profissionais de saúde, dos quais 167 foram positivos. Neste momento, há 12 profissionais de saúde infetados, a cumprir isolamento em casa.

De acordo com Purificação Gandra, há agora 76 estruturas residenciais para idosos com 500 pessoas infetadas, sendo que, no pico da pandemia, esse número ascendia a 2500.

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