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Um caso suspeito de doença rara em criança com Covid-19

Um caso suspeito de doença rara em criança com Covid-19

Já foram feitos mais de 396 mil testes Covid-19. Multiplicam-se os apelos para a utilização correta das máscaras sociais. Há uma criança infetada suspeita de ter doença rara reportada.

Desde 1 de março, Portugal fez mais de 396 mil testes de diagnóstico Covid-19, 80% dos quais no mês de abril, revelou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia em Portugal.

"Abril foi um mês decisivo na resposta à pandemia", frisou, acrescentando que, esta semana, foram feitos "quase 13700 testes em média por dia" e "47% foram realizados nos laboratórios públicos."

António Lacerda Sales informou que "o 'stock' nacional de testes é de mais de um milhão, tendo sido distribuídos cerca de 328 mil pelas administrações regionais de saúde".

"Se abril foi um mês importante, maio é determinante", sublinhou, perante o fim do estado de emergência (às 23.59 horas de sábado, 2 de maio) e o desconfinamento progressivo.

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A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, aproveitou a conferência de imprensa para atualizar a informação transmitida na quarta-feira, de que não havia qualquer caso em Portugal sobre a possível relação entre a Covid-19 e a doença de Kawasaki, uma patologia rara que afeta sobretudo crianças e que está a aumentar em alguns países.

Após consulta a todos os serviços de pediatria, "há uma situação que configura um quadro clínico parecido" e que "carece de melhor caracterização", revelou.

Esta doença rara provoca inflamação dos vasos sanguíneos. A Organização Mundial da Saúde está a investigar e admite que o novo coronavírus pode estar a "atacar outros tecidos além do pulmonar".

Com o fim do desconfinamento e com cada vez mais pessoas a sair de casa, o secretário de Estado alertou que "as máscaras não protegem se não forem usadas corretamente" e informou que "já foram emitidos 202 certificados para a produção nacional, 71 dos quais para produção de máscaras comunitárias, 46 reutilizáveis", envolvendo "cerca de 60 empresas".

"As máscaras, sendo importantes, não anulam as restantes medidas de proteção", frisou.

No site da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a Covid-19 "há diverso material que explica qual deve ser o nosso comportamento em casa, nos transportes, nos locais públicos fechados, etc."

Graça Freitas pronunciou-se no mesmo sentido: "O desconfinamento não nos isenta de continuarmos a seguir as medidas de prevenção e controlo da infeção".

"Vamos ter de estar muito atentos às características das marcas comunitárias, porque algumas são de uso único e outras terão reutilização, mas não são reutilizáveis da mesma forma nem o mesmo número de vezes", esclareceu.

"Vamos ter de estar muito atentos às etiquetas e às indicações do produtor", aconselhou. "Quem comprar uma máscara comunitária/social tem de ver na etiqueta se é de uso único, se é para reutilizar, quantas vezes se pode reutilizar e como é que pode ser reutilizada", reiterou.

"Utilizem estas máscaras comunitárias que tiverem sido submetidas a certificação", apelou, pois em causa está "a capacidade que o material tem de filtrar partículas", explicou a responsável da DGS.

Portugal regista, esta quinta-feira, um total de 25045 casos de Covid-19, um aumento de 540 registos (2,2%) em relação ao boletim epidemiológico anterior. Há ainda registo de 989 vítimas mortais, um aumento de 16 casos (subida de 1,6%).

"A epidemia, felizmente, não está a crescer. Todos os dias há novos casos mas a curva, apesar de ter altos e baixos, tem uma tendência decrescente", referiu a diretora-geral da Saúde. "A nossa epidemia está, francamente, a descer", considerou.

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