Covid-19

Portugal já realizou cerca de 12 milhões de testes, mais de metade este ano

Portugal já realizou cerca de 12 milhões de testes, mais de metade este ano

Portugal já realizou cerca de 12 milhões de testes à covid-19 desde o início da pandemia, sendo que mais de metade (53%) foram feitos nos primeiros cinco meses deste ano, disse esta terça-feira o coordenador da 'task force' da testagem, Fernando Almeida.

"O mês de janeiro foi o mês em que mais testámos, mais de 1,6 milhões", afirmou Fernando Almeida na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social, onde foi hoje ouvido a pedido do PSD.

O coordenador da 'task force' para a promoção do "Plano de Operacionalização da Estratégia de Testagem em Portugal" precisou que 22 de janeiro foi o dia em que foram realizados mais testes (77 mil), adiantando que nessa altura a taxa de positividade atingiu os 20,2%.

Realçou o "grande esforço" que a 'task force' tem feito para manter os níveis de testagem: "Em abril chegámos a fazer quase 99 mil testes, mas aqui com uma diferença significativa em que a positividade era apenas de 0,8%".

Em média, foram feitos 40 a 50 mil testes por dia, uma média que tem sido mantida semanalmente, adiantou Fernando Almeida.

Entre 16 de março e 4 de junho, foram realizados 541.335 testes em estabelecimentos de educação e ensino, dos quais 728 tiveram resultado positivo, o que resulta numa taxa de positividade de cerca de 0,13%.

No Ensino Superior, foram realizados 160.393 testes, dos quais 88 foram positivos, o que significa uma taxa de positividade de 0,05%.

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Questionado pelo deputado do Bloco de Esquerda sobre o porquê da "queda significativa" na realização do número de testes entre 20 de abril e 20 de maio, Fernando Almeida remeteu para o momento atual: "Está a testar-se muito, para cima daquilo que é o necessário".

Acrescentou que na última semana foram realizados 317.545 testes, com uma taxa de positividade de 1,3%", muito abaixo dos 4% que é a "linha vermelha" preconizada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.

"Enquanto nós estivermos bem abaixo dos 4% é sinal de que estamos a fazer uma testagem que nos garante alguma tranquilidade", notou, recordando que em abril foi realizada uma média de 49.490 testes por dia, em maio, 39.795, e em junho 44.794.

Questionado pela deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa sobre o facto de não haver uma estratégia de testagem que acompanhe no terreno as consequências de ajuntamentos em eventos de massa, nomeadamente desportivos, respondeu: "Nós em relação aos eventos estamos articulados com a Direção-Geral da Saúde, mas caberá à Direção-Geral da Saúde a imposição de algumas regras que também, coincidentemente ou não, ficam ao vosso critério".

"Nós hoje (...) nos poucos espaços que tivemos de reuniões, estivemos exatamente a tratar de uma revisão de toda esta matéria no que diz respeito a eventos de massa", avançou.

Em resposta a questões levantadas pela deputada Cláudia Bento do PSD sobre o plano de comunicação com a população previsto na estratégia de testagem, disse que têm estado a trabalhar nele esta semana.

"Ainda ontem [segunda-feira] fornecemos alguns indicadores para o plano de comunicação, em articulação com outra 'task force' das ciências comportamentais, e com a colaboração do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde, para criar mecanismos de motivação para promover uma maior adesão das camadas dos grupos etários entre os 18, 19, 20 anos e os 40 anos que é aqui o foco da nossa maior preocupação", afirmou.

Na sua intervenção inicial, Fernando Almeida destacou a capacidade de testagem em Portugal, afirmando que está à frente de países como Itália, Espanha, Suécia, Irlanda, Suíça, Países Baixos ou a Alemanha.

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