30 mil casos

Em três semanas, 60% dos infetados vão ser da nova variante

Em três semanas, 60% dos infetados vão ser da nova variante

O Instituto Ricardo Jorge confirma o aumento esperado da prevalência da variante inglesa da covid-19, que, em três semanas, deve representar cerca de 60% de todos os casos em Portugal.

Na mesma linha do que já tinham dito Marta Temido e António Lacerda Sales, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) indicou que 13% dos casos apurados na semana de 11 a 17 de janeiro (cerca de 10 mil casos confirmados laboratorialmente) correspondiam à nova variante, inicialmente detetada no Reino Unido. E estimou que, desde o início de dezembro, tenham sido registados cerca de 30 mil casos.

"De acordo com dados analisados até 20 de janeiro, observa-se um crescimento da frequência relativa da variante do Reino Unido a uma taxa de 70% por semana, pelo que as estimativas apontam para que, daqui a três semanas, esta variante possa representar cerca de 60% de todos os casos covid-19 em Portugal", informa o INSA, em comunicado.

Os especialistas esclarecem que, uma vez que esta variante é mais transmissível, a sua frequência relativa "aumentará naturalmente ao longo do tempo mesmo que o número de casos diminua, como se espera que aconteça com o confinamento". Estima-se, assim, que "não dependa do número de infetados" e, por isso, é da "maior importância o cumprimento escrupuloso das medidas de confinamento decretadas", apelam.

Os dados mostram que não existe diferença na distribuição etária dos casos com e sem a variante do Reino Unido: para ambos os grupos, as faixas etárias mais atingidas são as dos 20 aos 50 anos.

O INSA nota ainda que não foram identificados, até à data, casos relativos às variantes do Brasil e da África do Sul.

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