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Portugal não vai pagar nem distribuir máscaras sem certificação

Portugal não vai pagar nem distribuir máscaras sem certificação

Portugal não vai distribuir nem, por enquanto, pagar os três milhões de máscaras FFP2 sem certificação que encomendou.

Em reação à notícia do jornal Público, que dava conta da conta da compra de três milhões de máscaras com certificado inválido ou falso, o secretário de Estado da Saúde garantiu que "os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), enquanto central de compras, já solicitaram esclarecimentos ao fornecedor", aguardando-se uma explicação "mais consistente" para o início da semana. "Essas máscaras não foram distribuídas e o pagamento não será efetuado enquanto não houver um cabal esclarecimento da situação", assegurou António Lacerda Sales, na conferência de imprensa deste domingo, reforçando que os equipamentos têm de ser adquiridos de acordo com as normas preconizadas pelo Infarmed, DGS e Instituto Português de Qualidade, cabendo a fiscalização à ASAE.

Quanto à retoma da normal atividade não relacionada com a covid-19 no Serviço Nacional de Saúde, o governante, voltando a garantir condições de segurança dentro das instituições, disse que "tem havido reforço para que a atividade não-covid possa vir a ser recuperada o mais celeremente possível".

Desaparecimento natural de vírus só aconteceu uma vez

Questionada sobre a hipótese do vírus vir a desaparecer antes de haver vacina, como foi apontado por um antigo membro da Organização Mundial de Saúde, a diretora-geral da Saúde disse que essa "é apenas uma teoria" e que "o melhor é estarmos preparados para vírus tornar-se habitual nas nossas vidas". Quando um novo vírus entra em circulação, "entra para ficar, torna-se um vírus da natureza como todas as outras centenas e milhares de vírus que circulam entre seres humanos".

O desaparecimento natural de um vírus, acrescentou, só aconteceu uma vez, na década de 80, depois da administração "maciça" da vacina contra a varíola. Se o SARS-coV-2 não sofrer mutações relevantes, exista ou não uma vacina, as pessoas vão começar a ganhar imunidade com o passar do tempo, tornando-se o vírus "menos agressivo" e menos capaz de "originar doença grave". "Se tivermos vacina melhor, se não, vamos ter de conviver com o vírus até haver imunidade natural", rematou.

"Testes negativos não significam rigorosamente nada"

Confrontada com o facto de alunos e professores (do 11.º e 12.º anos), que regressam às escolas na segunda-feira, não terem sido integrados nas ações de testagem, Graça Freitas explicou que a prioridade foi testar profissionais de lares, creches e prisões devido à especial vulnerabilidade dos grupos com os quais lidam. E, para pedir responsabilidade acrescida a quem já fez uma avaliação de diagnóstico à doença, lembrou que "os testes negativos não significam rigorosamente nada". "Quem é testado faz apenas uma fotografia no momento".

Evitar contacto cara a cara

Sobre a abertura da época balnear, marcada para o dia 6 de junho, e as atividades desportivas que serão permitidas ou proibidas dentro e fora de água, Graça Freitas foi categórica: "Num sítio ou noutro, o que impera é a distância física. "O bom senso terá de ser observado em terra, no areal, no relvado, na rua, na água. O que interessa é manter hábito de nos distanciarmos fisicamente, pelo menos no contacto frontal, a face de uma pessoa com a da outra. O contacto lateral envolve menos riscos".

Ainda dentro do dossiê das recomendações da DGS, as novasorientações para grávidas serão divulgas nas próximas 24 a 48 horas. "Há muitas nuances que precisaram de consenso entre profissionais de saúde", justificou Graça Freitas.

Desinfetar ruas com pulverizadores não é eficaz, diz Graça Freitas

Pulverizar desinfetante em ruas e grandes superfícies não elimina o vírus - é essa a posição da Direção-Geral da Saúde, em linha com o que já ontem foi constatado pela Organização Mundial da Saúde. "A probabilidade de existirem este tipo de vírus é pequena e alguns produtos utilizados podem ter efeitos negativos na saúde das pessoas", acrescentou Graça Freitas, ressalvando que "completamente diferente" é limpar superfícies e equipamentos.

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