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Portugal condenou "firmemente" disparo de míssil da Coreia do Norte

Portugal condenou "firmemente" disparo de míssil da Coreia do Norte

Portugal condenou "firmemente" o lançamento de um novo míssil balístico pela Coreia do Norte e exortou a comunidade internacional a exercer "a máxima pressão" para um "diálogo sério" com vista ao "abandono completo" dos programas balístico e nuclear.

Em comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o Governo português "condena firmemente o lançamento de mais um míssil balístico de alcance intercontinental pela República Popular Democrática da Coreia", ocorrido esta quarta-feira de madrugada (hora local).

Para Lisboa, está em causa uma "nova demonstração de manifesto desprezo pelas obrigações definidas em diversas resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que o regime norte-coreano insiste em violar, pondo em risco de modo irresponsável a segurança regional e internacional".

Portugal "exorta a comunidade internacional a exercer a máxima pressão" sobre Pyongyang "para que retome um diálogo sério e substantivo, no sentido do abandono completo, verificável e irreversível dos seus programas balístico e nuclear, que desafiam os regimes internacionais de não-proliferação e desarmamento, colocando em risco a paz e a estabilidade mundiais".

Na nota do MNE, Portugal reitera o seu "empenho no rigoroso cumprimento das sanções unanimemente impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim como das medidas autónomas restritivas da União Europeia".

A televisão estatal da Coreia do Norte anunciou o lançamento "bem sucedido" - o primeiro em Pyongyang após dois meses e meio sem realizar testes balísticos -, que foi autorizado e testemunhado pessoalmente pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Trata-se de um novo modelo de míssil balístico intercontinental, batizado de Hwasong-15, capaz de atingir o maior alcance alguma vez conseguido por um projétil norte-coreano, o que representa um avanço perigoso no programa de armamento deste país.

Alguns especialistas acreditam que o míssil teria capacidade para ter viajado num voo normal com mais de 13 mil quilómetros, o suficiente para chegar a Washington ou a qualquer parte continental dos Estados Unidos.

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