Covid-19

Cerco sanitário no Porto decidido esta segunda-feira

Cerco sanitário no Porto decidido esta segunda-feira

Vão chegar hoje a Portugal 700 mil respiradores e 200 mil testes. Dos mais de 6400 casos de infeção, 853 referem-se a profissionais de saúde. A eventualidade de instaurar um cerco sanitário no Porto está em cima da mesa, aguardando-se decisão ainda hoje.

Na conferência de imprensa conjunta desta segunda-feira entre a diretora-geral da Saúde e o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales destacou que a prioridade das autoridades de saúde é "testar, isolar, proteger e tratar", garantindo que as reservas de equipamentos de proteção individual e testes continuam a ser reforçadas.

Além dos mais de 66 mil testes, 5,2 milhões de máscaras cirúrgicas, 1,2 milhões de respiradores FFP2 e outros equipamentos (batas e fatos) que Portugal recebeu na semana passada, a reserva nacional vai receber já esta segunda-feira 700 mil respiradores FFP2 e 200 mil testes, assegurou o governante. Nos próximos dias, devem chegar ainda 100 toneladas de equipamentos de proteção individual.

Confrontado sobre o número de profissionais de saúde contaminados, Lacerda Sales detalhou que, do total de 6408 infetados com coronavírus em Portugal, 853 são profissionais de saúde, entre os quais quais 209 médicos e 177 enfermeiros.

Cerco sanitário no Porto decidido esta segunda-feira

Face ao elevado número de casos no Porto e à eventualidade de o concelho e a área metropolitana estarem a ser esquecidos pelo plano nacional de contenção, Graça Freitas admitiu a possibilidade de instaurar um cerco sanitário. "O Porto, neste momento, do ponto de vista dos meios materiais e humanos que precisa, tem estado a receber todo o apoio nacional". Sobre o "cordão sanitário está neste momento [em decisão] e deverá hoje ser tomada uma decisão nesse sentido".

Na abertura da conferência de imprensa, o secretário de Estado da Saúde disse que "há duas semanas fecharam as escolas e há duas semanas que as famílias estão nas suas casas a fazer a sua parte nesta luta contra a pandemia". "Temos todos de continuar este trabalho porque este vírus não dá tréguas".

António Lacerda Sales agradeceu aos portugueses que têm sido "exemplares" neste comportamento cívico, deixando também uma palavra "aos que ainda hesitam em seguir esta conduta, tentados por uma manhã de sol ou por uma falsa ideia de invencibilidade". "Ficar em casa é salvar vidas", recorda.

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