António Costa

Portugal resistiu "às tormentas" e está prestes a atingir "ponto de segurança"

Portugal resistiu "às tormentas" e está prestes a atingir "ponto de segurança"

O primeiro-ministro disse, esta segunda-feira, que Portugal se prepara para atingir um "ponto de segurança" no que toca à recuperação pós-pandemia. António Costa voltou a afirmar que só decidirá em 2023 se deixa a liderança do PS e disse estar preparado para ver a Oposição "bater" no partido até às eleições autárquicas.

O chefe do Governo insistiu, em entrevista à TVI, que não quer criar qualquer "tabu" em torno da sua possível saída do cargo. Recusando "tomar uma decisão dessa gravidade a dois anos de distância", garantiu que, se deixar o cargo, não declarará apoio a nenhum sucessor. Ao contrário, dará espaço a "todos e todas" para que haja "muitas escolhas" no seio do PS.

Costa reconheceu ter dado uma "resposta de ironia" ao indicar recentemente a ministra da Saúde, Marta Temido, como sua possível sucessora. O primeiro-ministro tinha admitido esse cenário durante o congresso do PS, no final de Agosto, quando questionado sobre o tema.

Costa fez também uma rara crítica ao PCP, partido fundamental para viabilizar o próximo Orçamento do Estado. Confrontado com as críticas do líder comunista, Jerónimo de Sousa - que, em discurso na Festa do Avante, acusou o Governo de seguir "políticas de Direita" -, o primeiro-ministro respondeu que, até às autárquicas de dia 26, "todos vão andar a bater no PS".

Num comentário endereçado ao PCP e extensível a toda a Oposição, acrescentou: "O que é que eles hão-de dizer? Quanto ao fundamental, não têm nenhuma alternativa a apresentar".

País cresce "acima da média europeia"

"Vivemos momentos onde muitos tememos que de facto fôssemos ao fundo. Hoje, estamos a poucas de semanas de chegar a uma fase de controlo da pandemia. Ela não desapareceu, mas vamos conseguir atingir um ponto de segurança", afirmou o primeiro-ministro.

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Costa falou também da recuperação económica do país. "As nossas empresas mostraram uma resiliência impressionante. Estamos com uma taxa de desemprego inferior à que tínhamos nesta crise. A população ativa a trabalhar atingiu máximos históricos, temos cerca de cinco milhões de pessoas a trabalhar. As medidas do Governo deram um contributo muito decisivo. O barco demonstrou resistir bem às tormentas", sublinhou.

Segundo o primeiro-ministro, Portugal foi dos países da UE "que mais cresceu economicamente no último trimestre". "Hoje os apoios podem diminuir, porque as dificuldades são menores. Estamos de novo a crescer acima da média europeia", acrescentou.

Costa também referiu que as políticas de habitação e o combate à precariedade são a "chave" para dar "confiança" aos jovens. Sobre a TAP, disse acreditar que os portugueses estão conscientes do carácter "estratégico" da transportadora.

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