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Portugal tem 220 mil agricultores pagos para não plantar

Portugal tem 220 mil agricultores pagos para não plantar

O presidente da República defendeu ontem uma "estratégia clara de revalorização do interior do país" e "oportunidades de sucesso" para os jovens agricultores. Há hoje em Portugal 220 mil agricultores que recebem subsídios da União Europeia para não produzir.

A preocupação do presidente com o défice alimentar português e com o despovoamento do interior, "um dos grandes problemas nacionais", levou-o a defender que seja criado "um programa de repovoamento agrário do interior, criando oportunidades de sucesso para jovens agricultores", durante as comemorações do 10 de Junho.

Mas a verdade é que, hoje, existem 220 mil agricultores (ao todo, há 400 mil em Portugal) a receber subsídios para não produzir. Trata-se de lavradores que se encontram no "regime de pagamento único", que apenas os obriga a manterem "agricultáveis" (isto é: em condições para voltarem a ter produção) os terrenos de onde arrancaram o que lá tinham. Destes 220 mil agricultores, há dois mil grandes produtores que recebem mais subsídios (250 milhões de euros) do que todos os outros juntos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, entre 1999 e 2009, o país perdeu 25% das explorações agrícolas e 110 mil agricultores.

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