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Português raptado na Nigéria foi encontrado morto

Português raptado na Nigéria foi encontrado morto

José Machado, raptado na Nigéria há cerca de um mês, foi encontrado morto, confirmou o Governo português ao JN.

O rapto ocorreu no dia 23 de outubro, tendo sido confirmado pelas autoridades nigerianas no dia seguinte. O engenheiro civil de 51 anos, natural do Marco de Canaveses, estava ao serviço da empresa de construção A .G. Dangote Company, quando foi raptado por homens armados quando estava a inspecionar uma obra na cidade de Lokoja.

Trabalhava, juntamente com outros cidadãos estrangeiros e nigerianos, na reabilitação de uma estrada de 45 quilómetros, quando um grupo terrorista surgiu por detrás de uma área de vegetação e atacou o local. José Machado, casado, pai de um filho na casa dos 20 anos, já trabalhava há vários meses naquela zona da Nigéria.

Os terroristas chegaram a exigir um resgate financeiro para libertar José Machado. Na escassa troca de comunicação, o grupo raptor terá garantido que o refém estava vivo. O montante exigido para a libertação do engenheiro português não foi revelado pelas autoridades.

"Foi com muita tristeza e profundo pesar que tive conhecimento do desfecho do rapto deste português. Vivemos desde a primeira hora o drama desta família. E com ela sofremos a sua dor neste momento. Resta-nos, agora, continuar apoiá-la", declarou o secretário de Estado das Comunidade Portuguesas, José Luís Carneiro, numa mensagem enviada à Lusa.

Segundo as informações do gabinete do secretário de Estado das Comunidades, "na ocasião foram mortos dois polícias que acompanhavam esse cidadão. Desde então, e até hoje, todas as entidades do Estado português cooperaram com as autoridades nigerianas na tentativa de obter a sua libertação".

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas já apresentou as condolências à família e informou do total apoio consular e diplomático nas diligências relativas à realização da autópsia e à trasladação do corpo para Portugal. Ainda de acordo com a fonte, "a entidade patronal do cidadão, a autarquia do Marco de Canaveses e os serviços consulares cooperarão para garantir todo o apoio social necessário".

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Este ano, cerca de mil pessoas foram raptadas na Nigéria.

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