Saúde

Portugueses compraram 56,9 milhões de medicamentos até abril

Portugueses compraram 56,9 milhões de medicamentos até abril

Entre janeiro e abril, os portugueses compraram 56,9 milhões de embalagens de medicamentos, o que representa uma subida de 3,4% (1,9 milhões) em relação aos primeiros quatro meses de 2019.

De acordo com os números divulgados esta sexta-feira pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), a despesa com fármacos representou um encargo de 253,7 milhões de euros (mais 4,6%) para os utentes e de 478,5 milhões (mais 10,8%) para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os dados revelam que, dos quase 60 milhões de embalagens, foi no mês de março que se compraram em maior número: 16,7 milhões.

E também que, na comparação entre consultas e embalagens vendidas (sem estratificar números), foi de fevereiro a abril, quando se verificou uma quebra acentuada nos atendimentos, que a curva dos medicamentos mais aumentou. Sobre a quota de genéricos, em unidades, esta aumentou para 48,9% (0,4 pontos percentuais).

No que diz respeito a preços, o Infarmed assinalou um crescimento de 3,2% (para 12,87 euros) no valor médio de cada embalagem. Destes 4,46 euros couberam aos beneficiários do SNS.

Em média, a despesa dos utentes com medicamentos naquele período foi de 25,94 euros per capita.

As classes terapêuticas com maior aumento na despesa foram os antidiabéticos (subiram 21,7%, para 17 milhões de euros), os anticoagolantes (13,4% para 6,4 milhões) e as insulinas (22,8% para 5,4 milhões).

Os medicamentos com maior aumento na despesa foram o apixabano, que é anticoagulante (26,4% para 3,4 milhões), a combinação de sacubritil+ valsartan, um anti-hipertensor (109% para 2,6 milhões) e o empagliflozina, um antidiabético (61,6% para 2,5 milhões).

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