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Recolher obrigatório

Portugueses cumprem as regras: 97% não saem de casa à noite

Portugueses cumprem as regras: 97% não saem de casa à noite

O regresso ao estado de emergência, que trouxe a obrigatoriedade de recolhimento obrigatório entre as 23 e as 5 horas da manhã durante a semana, fechou os portugueses em casa durante a noite: nos dois primeiros dias desta semana, o nível de confinamento noturno da população foi de 97%, e atingiu valores semelhantes ao do período em que vigorou o primeiro estado de emergência.

Os dados da mobilidade dos portugueses estão a ser medidos pela PSE, empresa especialista em análise de dados e estatística, através de uma aplicação móvel que monitoriza a localização e os meios de deslocação de uma amostra de 3670 pessoas. A empresa sublinha que "mesmo no período pré-pandemia, o confinamento noturno encontrava-se já entre os 88% e os 90% de população."

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Em abril, mês do primeiro pico da pandemia, o valor subiu para uma média de 96%, valor que voltou a ser atingido no início desta semana, quando foi decretado o recolher obrigatório: tanto na segunda como na terça-feira, o confinamento chegou aos 97%.

Menos gente a sair de casa

Em contrapartida, os portugueses não deixaram totalmente de sair de casa e a maioria ausenta-se do lar pelo menos uma vez por dia. Mas se na semana passada, durante os dias úteis, a percentagem de pessoas que saiu de casa pelo menos uma vez foi de 87%, no início desta semana, ela desceu para 77%.

A verdade é que a população começou a ficar cada vez mais tempo em casa ainda antes de ser declarado o estado de emergência. "Se nas semanas de outubro, o confinamento médio em dias úteis era de 29%, na última subiu para 32,5% e para 32,7% na primeira semana de novembro", observa a PSE que, para chegar a estes valores, analisa os dados que correspondem à tendência habitual de ficar em casa, o chamado confinamento natural e que, antes da pandemia ficava, na média semanal, entre os 25% e 28%.

Este movimento de antecipação do confinamento teve início na semana entre 11 e 17 de outubro, e refletiu-se num aumento de confinamento adicional de cerca de 6%, que correspondeu ao movimento de cerca de 420 mil portugueses, sobretudo a população ativa entre os 25 e 45 anos. "Neste movimento de antecipação do dever cívico de confinamento e de obrigatoriedade de teletrabalho, confinou antecipadamente quem tinha possibilidade de confinar e de ficar em teletrabalho."

Confinar mais só com escolas fechadas

Para a PSE, a população que tem possibilidade de cumprir o dever de confinamento está a fazê-lo e há segmentos, sobretudo entre os maiores de 60 anos, que contraem a sua mobilidade em função do número de casos de covid-19. "Foi, aliás, este segmento que mais confinou na semana 45. Em suma, se parte da população ativa antecipou o confinamento, segmentos etários mais elevados responderam ao dever de confinamento."

Para se reduzir ainda mais a circulação e atingir "níveis de confinamento superiores", semelhantes ao nível do primeiro, só será possível "com o encerramento das escolas (terceiro ciclo e superior) ou então com um novo confinamento total", considera a PSE.

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