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Portugueses dão cartão vermelho ao Governo na gestão dos lares

Portugueses dão cartão vermelho ao Governo na gestão dos lares

A maioria dos portugueses (56%) dá nota negativa ao Governo no que diz respeito à gestão da pandemia nos lares de idosos. Um cartão vermelho que se estende à Direção Geral de Saúde (54%) e até às autarquias (39%), mostra uma sondagem da Aximage para o JN e a TSF.

Em nenhum outro caso a covid-19 tem revelado a sua face negra como nos lares. A taxa de mortalidade entre os infetados que vivem em lares é de 39%. Ainda que seja uma taxa inferior à de outros países, indica por que razão já morreram mais de 700 idosos que foram contagiados nestas instituições (quase 40% do total de vítimas mortais da pandemia).

Um problema que parece estar a recrudescer (há neste momento 35 surtos ativos nos lares) e que ajuda a explicar a insatisfação dos portugueses. A avaliação negativa ao Governo é generalizada, mas particularmente aguda em alguns segmentos da população, como os que vivem na Área Metropolitana do Porto (72%), os que têm entre 35 e 49 anos (63%), os que têm rendimentos mais elevados (64%) e os que votam no BE (73%) e no PSD (68%).

Um dos surtos em lares mais mediatizados foi o de Reguengos de Monsaraz (18 mortos), que em agosto deu origem a uma verdadeira batalha entre o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e o primeiro-ministro, António Costa. A tensão baixou depois de uma cimeira entre os dois, ainda que tenham sido feita leituras contraditórias desse encontro.

Um caso que contribuiu para deixar marcas no Governo. São muitos mais os portugueses que dão razão à Ordem dos Médicos (31%) do que os que estão ao lado do Governo (15%). O apoio à Ordem é particularmente elevado entre os que vivem na região do Porto (44%) e os que votam no PSD (51%), enquanto o Governo supera a sua média entre os que têm 65 ou mais anos e os que votam no PS (26% em ambos os casos).

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