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Portugueses e brasileiros retidos enfrentam situações dramáticas

Portugueses e brasileiros retidos enfrentam situações dramáticas

Centenas de passageiros dos dois lados do Atlântico ficaram impedidos de viajar e queixam-se de falta de apoio oficial. Não estão previstos voos de repatriamento.

Portugueses e brasileiros ficaram retidos longe de casa quando, no passado dia 29 de janeiro, foram suspensos os voos entre os dois países. Centenas de passageiros, muitos com crianças e a viver situações dramáticas, sem casa e sem dinheiro, pedem apenas que "deixem realizar os voos de quem já tinha bilhete comprado". Os consulados português e brasileiro dizem estar "atentos", mas quem já pediu ajuda sentiu-se defraudado: "Mandaram procurar outras rotas, por outros países, o que não faz qualquer sentido em tempo de pandemia", relatou Catarina Miranda, uma das pessoas afetadas.

"Nunca pensei que o Governo português fosse deixar as pessoas nesta situação: mães sem poder voltar para as suas crianças, trabalhadores impedidos de voltar aos seus empregos, mulheres grávidas separadas dos seus maridos e tantos outros casos dramáticos de muitas pessoas retidas. Estas pessoas não estavam de férias, tal como eu, estavam a tratar de assuntos inadiáveis relacionados com as suas vidas", resume a professora universitária, retida no Brasil, longe do filho e do marido.

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