Saúde

Portugueses pouco confiantes na resposta do SNS ao coronavírus

Portugueses pouco confiantes na resposta do SNS ao coronavírus

Segundo um inquérito online realizado pela Deco, 51% dos portugueses acreditam que o SNS não está preparado para responder ao aumento de infetados pelo Covid-19.

Os portugueses estão pouco confiantes na resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) perante a ameaça do novo coronavírus (Covid-19). Apenas um quarto dos portugueses considera que o SNS tem capacidade de resposta em caso de grande aumento do número de infetados. Em contrapartida, a maioria admite não seguir à risca as recomendações das autoridades.

Segundo um inquérito online realizado pela Deco, 51% dos portugueses acreditam que o SNS não está preparado para responder ao aumento de infetados pelo novo coronavírus. Apenas 40% diz ter confiança nas autoridades para controlar, eficazmente, a propagação deste vírus.

Está nos 60% o número de pessoas que considera adequada a comunicação que tem sido feita pelos órgãos do Governo. Um terço da amostra considera ter sido demasiado tranquilizadora, subestimando o problema. Relativamente aos meios de comunicação social, os inquiridos são mais críticos: 62% classificam-nos alarmistas e apenas 31% avaliam a informação divulgada como adequada à dimensão do problema.

Medidas de prevenção ao contágio
Sete em cada 10 inquiridos afirmam ter receio de ser contaminados, mas só 38% dizem seguir à risca as recomendações da Direção-Geral da Saúde com vista à prevenção do contágio. Pouco mais de metade (53%) dos portugueses alteraram alguns hábitos diários por receio da contaminação, como evitar zonas com muita gente, viagens e transportes públicos. Um em cada 10 inquiridos revelou ainda ter aumentado os stocks de comida e água em casa. No geral, os lisboetas tendem a adotar mais medidas preventivas.

Impacto no quotidiano
A maioria dos inquiridos está convencida de que a "crise do coronavírus" irá causar grandes danos na economia nacional. Na esfera pessoal, 30% referem implicações na vida social e 27% indicam algum impacto negativo no orçamento familiar, com a perda de rendimentos ou ao cancelamento de viagens, eventos ou reservas de alojamento para férias sem reembolso.

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