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Portugueses preferem um presidente progressista a um conservador

Portugueses preferem um presidente progressista a um conservador

Quais são as características mais importantes num presidente? O barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF fez a pergunta e os portugueses fizeram as suas escolhas.

Os portugueses preferem, claramente, um presidente modesto (84%) a um orgulhoso (13%). Ou um progressista (73%) a um conservador (17%). As fronteiras já não são tão claras, quando é preciso escolher entre um presidente ponderado (59%) ou corajoso (37%). E a divisão é a norma, se for preciso optar por uma personalidade calma (48%) ou enérgica (47%).

O barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF confrontou os portugueses com dez pares de características que traçam o perfil do presidente ideal. Há resultados que não surpreendem, como a preferência por um presidente comunicativo (87%) a um reservado (9%) ou a valorização de um líder culto (86%) a um tecnocrata (10%), ou ainda, se tivermos em conta a natureza da função, a um mediador (81%) em vez de juiz (15%).

Mais conservadores à Direita

Mas, mesmo quando os resultados são bastante desequilibrados na apreciação geral, destacam-se algumas variações significativas nos diferentes segmentos da amostra. É o caso do presidente conservador, escolhido por 17% do eleitorado em geral, mas que tem uma importância significativa, quer para os potenciais eleitores de Ventura (29%) e de Marcelo (25%), quer para os que votam no Chega (38%) e no PSD (30%).

Significativas são, também, algumas diferenças entre os extremos. Para os que se inclinam pelo partido da Direita radical, uma personalidade austera (48%) tem quase tanto valor como a tolerância (50%). Mas para um eleitor do comunista João Ferreira, a questão nem se coloca, com a tolerância como valor primordial (95%).

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Mulheres dão mais valor à emoção

É quando está em causa ser emotivo ou imperturbável que as escolhas de homens e mulheres mais se afastam. Elas valorizam mais um presidente emotivo (57%, mais 16 pontos percentuais do que os homens), eles preferem um presidente imperturbável (53%, mais 20 pontos do que as mulheres).

Há quase um empate quando está em causa a escolha entre um presidente enérgico ou calmo. Mas também há uma divisão geracional. A faixa etária mais velha (65 ou mais anos) prefere a energia (59%), enquanto a faixa etária mais jovem (18 a 34 anos) prefere um presidente calmo em Belém (56%).

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