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Portugueses querem saber mais sobre a vacina para decidir se a tomam

Portugueses querem saber mais sobre a vacina para decidir se a tomam

Um estudo da Universidade Católica do Porto concluiu que a grande maioria dos portugueses (84%) pretende tomar a vacina contra a covid-19 caso tenha informações suficientes sobre a sua segurança e eficácia.

A investigação, que avaliou o impacto do desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus na ansiedade dos portugueses, demonstrou que os inquiridos, regra geral, são a favor da vacinação, seja ou não contra a covid-19 (90,8%).

Contudo, e "apesar de reconhecerem que a vacinação diminui as hipóteses de ficarem infetados", os portugueses estão preocupados com a eficácia (67%) bem como com os efeitos colaterais (58,5%) da vacina contra o SARS-CoV-2.

Em declarações ao JN, Patrícia Batista, investigadora do Human Neurobehavioral Laboratory da Católica do Porto, sublinhou o papel que a disponibilização de informação tem na tomada de decisão acerca da aceitação e administração das vacinas.

"É importante tornar claro a disponibilização da informação, através de campanhas de sensibilização eficazes, bem como aumentar a literacia em saúde. Isto irá ajudar os portugueses a diminuir os níveis de ansiedade, a melhorar a saúde mental e a tomar uma decisão acerca da aceitação e administração das vacinas", referiu.

Já quanto aos níveis de ansiedade, apesar de intermédios, estão a aumentar. "Temos mais pessoas com níveis de ansiedade muito elevados e extremamente elevados, apesar de no global a ansiedade estar em níveis intermédios", adiantou Patrícia Batista, recordando que a finalidade da investigação é alertar a população em geral, mas, sobretudo, os decisores políticos.

O estudo, que contou com a participação de 1018 portugueses, concluiu ainda que os inquiridos têm noção da gravidade da doença e que a maioria (71,8%) está preocupada com a probabilidade de contrair o vírus.

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Ainda assim, e uma vez que 68% dos participantes se encontravam numa faixa etária entre os 18 e os 30 anos, 52% dos inquiridos afirma que, se contrair a doença, sente-se confortável com essa situação se estiver com uma condição fisiológica saudável.

O questionário do estudo, intitulado "Covid-19 vacina: do poder biotecnológico ao impacto psicológico", esteve disponível online para preenchimento entre 26 de outubro e 11 de dezembro, está dividido em três partes e surgiu na sequência de uma outra investigação desenvolvida em parceria com o Stress LAB do departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro.

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