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Portugueses retidos deixam Argentina sem ajuda do Estado português

Portugueses retidos deixam Argentina sem ajuda do Estado português

Os últimos 12 elementos de um grupo de 45 portugueses, a maioria alentejanos, que estavam retidos na Argentina, já embarcaram em Buenos Aires com destino a São Paulo e depois Lisboa.

O grupo é constituído por agricultores e respetivas mulheres, que viajaram para a capital argentina para visitarem a Expoagro, a mais importante exposição agroindustrial em campo aberto do país sul-americano, numa viagem organizada pela Associação de Agricultores do Baixo Alentejo (AABA), com sede em Beja.

Os "homens da terra" saíram de Portugal no dia 6 de março, num voo da companhia espanhola Ibéria, com destino a Madrid e depois rumo a Buenos Aires. O regresso, pela mesma rota, estava previsto para quarta-feira, mas foi cancelado.

Aos poucos, alguns dos agricultores abriram os cordões à bolsa e foram conseguindo comprar bilhetes, garantindo assim o regresso ao Portugal.

Os portugueses contactaram a Embaixada de Portugal na capital argentina, para procurarem ajuda com vista a conseguir uma solução para o repatriamento, mas a resposta "foi nula". "Deixou-nos à nossa sorte. Valeu-nos a agência que tratou da viagem, que não nos abandonou", disse Francisco Palma, presidente da AABA.

"A Ibéria descartou-se da situação e pagámos bem caros os bilhetes na LATAM. Ou isso ou ficarmos na Argentina", continuou, deixando um agradecimento a quem ajudou: "Mais fizeram os jornalistas do que todas as pessoas da Embaixada e do Ministério do Negócios Estrangeiros".

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