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Regresso a 1 de junho

Pré-escolar deve garantir "direito a brincar" das crianças

Pré-escolar deve garantir "direito a brincar" das crianças

O Ministério da Educação divulgou esta sexta-feira as orientações gerais para o regresso do pré-escolar, previsto para 1 de junho. As crianças estão dispensadas de usar máscara de proteção e o "direito a brincar" está salvaguardado.

Entre as medidas gerais para combate à covid-19 no ensino pré-escolar, como a desinfeção das mãos, dos espaços e a definição de uma área de isolamento (se existir um caso suspeito do novo coronavírus), as orientações são bastante semelhantes às já praticadas pelas creches desde o dia 18 de maio. Os pais devem deixar os filhos à porta dos estabelecimentos, as pessoas externas ao serviço educativo devem entrar de forma excecional e evitar o contacto com as crianças e o calçado da rua deve ser trocado pelos mais pequenos quando chegam ao jardim de infância.

Quanto aos equipamentos de proteção como as máscaras, estas devem ser utilizadas apenas pelo pessoal docente e não docente, "assegurando que em nenhuma situação são colocadas máscaras às crianças". Os pais devem evitar que os filhos levem brinquedos ou objetos desnecessários para o jardim de infância. O mesmo deve ser feito pelos estabelecimentos ao utilizarem apenas o estritamente necessário para as atividades e tarefas.

Na idade de todas as brincadeiras, as orientações do Ministério da Educação não esquece os mais novos. Os estabelecimentos devem privilegiar a organização das atividades pedagógicas em salas e por grupos, e sempre que possível, a realização das atividades deve ser feita no exterior como "pátios, logradouros, jardins". Nas idas à casa de banho devem-se evitar "concentrações" e há ainda a necessidade de proceder à divisão entre espaços "sujos" e "limpos", com a criação de circuitos de entrada e saída.

O conceito de distanciamento físico pode ser de difícil entendimento para as crianças, mas o afastamento deve efetivamente ser feito na hora das refeições. Contudo, o Ministério da Educação realça que "importa não perder de vista a importância das aprendizagens e do desenvolvimento das crianças e a garantia do seu direito de brincar".

A covid-19 não deve ser evitada nas conversas. As orientações são claras: "conversar com as crianças acerca das alterações das suas rotinas e ouvir as suas opiniões e sugestões". Uma das estratégias do Ministério passa por envolver os mais pequenos nesta "nova normalidade" ao elaborar cartazes e panfletos ou a "leitura de histórias em círculo alargado".

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