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Presidente angolano diz que dívidas às PME serão pagas em dois meses

Presidente angolano diz que dívidas às PME serão pagas em dois meses

José Eduardo dos Santos garantiu hoje, segunda-feira, que as dívidas de Angola às Pequenas e Médias Empresas portuguesas serão pagas no prazo de dois meses.

Em conferência de imprensa após um encontro com o Presidente português, Cavaco Silva, que iniciou hoje, segunda-feira, uma visita de Estado a Angola, o presidente angolano adiantou ainda que as dívidas às grandes empresas serão pagas em "40% inicialmente e depois será feito um reescalonamento por um, dois anos".

Sem precisar o montante da dívida às empresas portuguesas, Eduardo dos Santos referiu-se à dívida geral angolana a empresas, de 6,8 mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros), estimando que "30% deste valor" seja referente às empresas portuguesas.

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Em declarações aos jornalistas no domingo, ainda a bordo do avião que o transportou para Angola, Cavaco Silva disse que a questão das dívidas de Angola a empresários portugueses deve ser resolvida pensando não apenas nas grandes empresas, mas particularmente nas pequenas.

Cavaco Silva lembrou que as grandes empresas têm mais acesso ao crédito.

“Base sólidas" para uma parceria estratégica

José Eduardo dos Santos considerou ainda que "há base sólidas" para institucionalizar uma parceria estratégica com Portugal, faltando apenas definir objectivos, prioridades e um figurino jurídico.

A institucionalização de uma parceria estratégica entre os dois países com encontros ao mais alto nível tem sido defendida pelo Presidente da República, Cavaco Silva, com o objectivo de ir dirimindo os problemas que as "relações intensas" entre os dois países vão levantando.

O presidente angolano disse "considerar que a cooperação entre os dois países se estende já a praticamente todos os domínios", pelo que a parceria estratégica já existe na prática, faltando apenas institucionalizá-la.

As dificuldades nos vistos

Questionados sobre os atrasos na concessão dos vistos das autoridades angolanas a portugueses, os dois presidentes frisaram que o problema é menor do que a comunicação social tem referido.

"As dificuldades são menores do que às vezes se diz. Ontem mesmo constatei isso em conversa com o embaixador", disse Cavaco Silva.

O Chefe de Estado adiantou que, se criada uma comissão para "colocar as duas partes à volta de uma mesa" e fazer uma análise mais rigorosa da situação, ela irá avaliar o que pode ser alterado de modo a agilizar processos.

José Eduardo dos Santos disse concordar com esta avaliação, considerando que "basta ver os aviões que vão e vêm de Portugal completamente lotados".

"Isso mostra a circulação de pessoas e bens que existe, comparando com a situação aquando da minha visita no ano passado a Portugal houve uma evolução muito importante", frisou.

Recandidatura em 2012?

Questionado sobre se pretende recandidatar-se ao cargo de Presidente da República de Angola após uma revisão constitucional que reforçou os seus poderes, José Eduardo dos Santos disse que essa questão ainda não foi colocada.

"Teremos eleições em 2012. Vamos começar a tratar do processo, nomeadamente de adequar o figurino eleitoral à nova Constituição, em 2011. Deverei tratar então desse tema no quadro do meu partido, MPLA, e do Governo", acrescentou.

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