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Demissão

Presidente da CP sai do cargo no final do mês, três meses antes do previsto

Presidente da CP sai do cargo no final do mês, três meses antes do previsto

O presidente da CP - Comboios de Portugal, Nuno Freitas, vai abandonar o cargo no final de setembro, três meses antes do final do mandato, após ter pedido à tutela a antecipação da sua saída, segundo uma comunicação enviada aos trabalhadores.

"Desde o início, foi [...] assumido por mim, e aceite pela tutela, que o meu compromisso nesta missão contemplava apenas um mandato e, concluído o trabalho a que me propus, solicitei a antecipação do fim desse mandato em três meses", lê-se numa mensagem dirigida aos funcionários da CP, a que agência Lusa teve acesso.

"Depois de expor pessoalmente a minha vontade e razões ao senhor ministro, obtive o seu acordo para antecipação da minha saída", acrescenta o ainda presidente.

Apesar da saída antecipada de Nuno Freitas, com efeitos a 1 de outubro, o Conselho de Administração "mantém-se em funções", precisa, sendo a liderança da empresa assegurada pelo vice-presidente, Pedro Moreira, "até nova nomeação por parte do Governo".

Na mensagem aos trabalhadores, o presidente demissionário recorda que, "com a nomeação deste Conselho de Administração, o Governo de Portugal, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 110/2019, de 27 de junho, formalizou um conjunto de concretizações bem definidas para serem executadas".

O objetivo era "alcançar o fortalecimento da capacidade operacional e oficinal da CP, inverter a tendência de deterioração do serviço de transporte ferroviário de passageiros, travar a degradação do material circulante e, ao mesmo tempo, valorizar e motivar os trabalhadores da CP".

"As concretizações enumeradas nesta Resolução do Conselho de Ministros foram cumpridas. Este trabalho foi desenvolvido durante mais de dois anos em que tive a honra de presidir ao Conselho de Administração da CP", considera.

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Nuno Freitas destaca e enaltece "o apoio incansável que as equipas do Ministério das Infraestruturas e Habitação e da Secretaria de Estado das Infraestruturas prestaram em todos os momentos em que foram chamados a intervir", salientando "o envolvimento e o esforço pessoal do ministro Pedro Nuno Santos em diversas matérias", cuja ação diz ter sido "determinante" para alcançar "aquilo que era expectável alcançar".

Dirigindo-se aos trabalhadores da CP, o presidente assume o seu "imenso orgulho", afirmando que são "dos melhores profissionais" com quem trabalhou.

"Nos últimos dois anos conseguimos ser falados essencialmente por bons motivos. Isto só foi possível porque o orgulho ferroviário falou mais alto e todos vestiram a camisola. As grandes mudanças na CP são, que ninguém duvide disso, resultado do esforço e dedicação dos cerca de 4 mil trabalhadores da CP", remata.

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