Pandemia

Presidente do CDS diz que congresso do PCP é "uma falta de respeito"

Presidente do CDS diz que congresso do PCP é "uma falta de respeito"

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, afirmou esta sexta-feira que o congresso do PCP é "uma falta de respeito e vergonha" pelo momento que o país atravessa e que devia "fazer corar de apreensão" o Governo.

"Autorizar uma concentração de 600 pessoas ao abrigo de uma atividade política não urgente, é uma falta de respeito e de vergonha que devia fazer corar de apreensão este Governo que vai minando a confiança dos portugueses em António Costa", salientou Francisco Rodrigues dos Santos.

O PCP iniciou esta sexta-feira, em Loures, o seu XXI Congresso Nacional com metade dos delegados habituais. No total, serão cerca de 600 os congressistas - contra os 1200 de 2016 - numa reunião que deverá confirmar a continuação de Jerónimo de Sousa como secretário-geral.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, o presidente do CDS-PP defendeu que aos responsáveis políticos "exige-se idoneidade, respeito pelos sacrifícios e uma magistratura de influência capaz de dar o exemplo daqueles que devem ser os comportamentos a seguir".

"Não se percebe como é que os políticos pedem uma coisa aos portugueses e depois fazem outra, é uma falta de vergonha e de respeito pelo momento que o país atravessa", afirmou.

O presidente do CDS-PP defendeu que o primeiro-ministro, António Costa, deveria ter-se "preocupado em fazer um apelo público ao partido comunista para suspender o congresso".

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"Quando se dá sinais de que a classe política pode ser uma casta à parte, os portugueses revoltam-se e dividem-se numa altura em que deviam estar unidos para congregar esforços para vencermos esta pandemia", referiu, acrescentando que o Governo "infelizmente escolheu fazer um arranjinho com o PCP em troca da aprovação do Orçamento de Estado".

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