Covid-19

Pressão surte efeito: colégios também vão ser testados

Pressão surte efeito: colégios também vão ser testados

A pressão surtiu efeito e o Governo decidiu abranger os colégios privados no programa de rastreios à covid-19. O processo de testagem vai ser feito em "todos os estabelecimentos de ensino e respostas sociais de apoio à infância", esclarece comunicado conjunto dos ministérios da Educação, Saúde e Segurança Social divulgado esta quarta-feira.

Na nota enviada esta noite à Imprensa lê-se que após as orientações da Direção-Geral de Saúde, divulgadas na segunda-feira, e da autorização de despesa (quase 20 milhões de euros) aprovada no Conselho de Ministros extraordinário de domingo, "Ministério da Educação e Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social irão implementar o processo de testagem em todos os estabelecimentos de ensino e respostas sociais de apoio à infância".

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) acusou o Governo de "discriminar" alunos e docentes dos colégios. Uma acusação depois defendida também pelo PSD e CDS.

De manhã, à margem da apresentação das unidades móveis de vacinação cedidas ao Governo pela Fundação Calouste Gulbenkian, o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, defendeu que o processo de vacinação "não é comparável" ao programa de rastreios nas escolas e recusou-se a adiantar se haveria disponibilidade para rever os critérios para a realização dos testes.

A DGS revelou esta quarta-feira que professores, educadores e funcionários de creches e escolas públicas, privadas e do ensino cooperativo vão ser incluídos na fase do processo de vacinação. Os colégios, PSD e CDS acusaram o Governo de "discriminação" por ter excluído dos testes de diagnóstico alunos e docentes de estabelecimentos privados.

Esta terça-feira, recorde-se, o diretor executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), Rodrigo Queirós e Melo, revelou "situações pontuais" de autarquias que prometeram oferecer este apoio aos colégios, como Lisboa, e que por isso seria importante o Governo tomar "uma decisão clara para todo o país".

Testados no regresso às aulas presenciais

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A orientação da DGS, recorde-se, prevê que todos os professores, educadores e funcionários de creches a secundárias sejam testados à covid-19 no regresso às aulas presenciais. No caso dos alunos, só os do ensino secundário serão abrangidos pelo plano e os menores terão de ter uma autorização assinada pelos encarregados de educação para serem testados.

O plano de testes rápidos de antigénio (TRAg) será feito a pessoas sem sintomas e que não tenham estado infetados nos últimos 90 dias. A orientação prevê duas estratégias - além dos rastreios no reinício das atividades presenciais (as escolas estão fechadas desde 22 de janeiro), serão feitos rastreios periódicos apenas nos concelhos com uma taxa de incidência cumulativa a 14 dias superior a 120 casos de infeção por 100 mil habitantes, mais uma vez, a todos os professores, educadores e funcionários e ainda aos alunos do Secundário.

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