Política

Primeira parte do debate entre candidatos pode prejudicar PSD, diz Rio

Primeira parte do debate entre candidatos pode prejudicar PSD, diz Rio

O presidente do PSD não gostou da primeira parte do debate desta quinta-feira, em que participou com os outros dois candidatos à liderança do partido, admitindo que até pode prejudicar os sociais-democratas.

No primeiro debate entre os três candidatos à liderança do PSD, na quarta-feira à noite, na RTP, a primeira parte ficou marcada por uma troca de acusações de hipocrisia e de maus resultados em diferentes momentos da história do partido, com Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz a negarem pertencer à maçonaria, depois de Rui Rio ter lançado a acusação.

Já na segunda parte, mais sobre o país, os candidatos manifestaram-se de acordo na crítica ao modelo económico do atual Governo, considerando excessivo o peso dos impostos nas famílias e empresas.

"A primeira parte do debate eu acho que sinceramente não gostei, a segunda foi melhor. Também temos de perceber que, quando há debates entre candidatos de um só partido, é quase inevitável saírem questões de intendência, questões internas, que normalmente prejudicam o partido a que as pessoas pertencem", disse aos jornalistas no final de uma visita às instalações da 4.ª Divisão da PSP, em Lisboa, adiantando que, apesar de a primeira parte ter sido "má", a segunda foi "mais construtiva".

Levantada a hipótese de se ter tratado de a troca de galhardetes ter sido um ajuste de contas, o líder do PSD foi categórico. "Por aí também não vou, se fosse um ajuste de contas em vez de 15 ou 20 minutos eram três horas... Não é modelo que me agrade, mas reconheço que em debates entre candidatos do mesmo partido é quase sempre assim", afirmou, recordando outros confrontos televisivos tensos no PS.

Questionado se está disponível para mais debates com os adversários, apesar da apreciação negativa, Rio disse que para já não há qualquer debate marcado e que terá de refletir. "Tenho de fazer uma reflexão, por um lado temos de esclarecer as pessoas, pode ser por várias formas: debates, entrevistas, contacto direto, que é o mais importante e eu tenho feito isso e os outros candidatos também estão a fazer. Os debates têm sempre estas condicionantes, vamos ver", afirmou.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se a 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e o congresso está marcado para entre 7 e 9 de fevereiro, em Viana do Castelo.

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