Orçamento do Estado e impostos

Primeiro-ministro espera que TGV possa avançar

Primeiro-ministro espera que TGV possa avançar

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje, terça-feira, esperar que o investimento no TGV "possa no próximo ano" criar oportunidades de emprego e crescimento ao país, após questionado sobre se a obra vai parar em consequência do acordo Governo/PSD.

"Nós fizemos um acordo com o PSD. Nós faremos uma avaliação de todas as parcerias publico privadas, essa avaliação incluirá com mais urgência as grandes, por forma a que não restem dúvidas, na análise custo-benefício, que essas obras são importantes para o país", afirmou o primeiro-ministro.

José Sócrates respondia a uma pergunta do líder do CDS-PP, no debate do Orçamento do Estado para 2011, que pediu que o primeiro-ministro esclarecesse se o TGV, nomeadamente o troço Poceirão-Caia, já adjudicado, "vai parar ou continuar" em resultado do acordo Governo/PSD.

"Se pára, e o senhor está disposto a emendar a mão, tem que explicar à câmara o volume das indemnizações que vai pagar, se não pára, então o que está escrito no acordo é um embuste", afirmou Paulo Portas.

O primeiro-ministro disse que o acordo Governo/PSD implica uma reanálise das parcerias publico privadas, que será "baseada numa análise custo/benefício" e disse esperar que a obra "possa no próximo ano oferecer emprego, oportunidades e dar um estímulo ao crescimento".

No final da sessão de abertura do debate na generalidade do Orçamento, José Sócrates referiu aos jornalistas que ainda terá de ser apresentado "o contrato ao Tribunal de Contas para obtenção de visto" e "depois há ainda trabalhos preliminares".

"É nesse período que se fará a avaliação - o acordo fala em avaliação urgente. O que nós fizemos, por sugestão do PSD, é concordar com uma avaliação genérica de todas as Parcerias Publico-Privasas para que fique claro que, entre custos e benefícios, teremos mais benefícios em todos esses projectos", sustentou o líder do executivo.

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