Sondagem Aximage/JN

Prioridade máxima à segurança e habitação

Prioridade máxima à segurança e habitação

Segurança de pessoas e bens é particularmente importante na região da capital e entre as mulheres.

A segurança de pessoas e bens e o custo da habitação devem ser as duas principais prioridades das câmaras nos próximos quatro anos, de acordo com a sondagem da Aximage para o JN. A promoção do turismo é a política municipal que os portugueses menos valorizam.

Quando são confrontados com um conjunto de oito áreas de intervenção, a que se destaca é afinal aquela em que as câmaras têm um papel menos evidente. A segurança de pessoas e bens deve ser uma prioridade "muito grande" para as autarquias, dizem 50% dos inquiridos, com destaque para os que vivem na região de Lisboa (59%) e para as mulheres (mais seis pontos que os homens).

Mais próximas da atividade autárquica tradicional são a habitação, apontada como prioridade máxima por 44% dos inquiridos (de novo com destaque para Lisboa). A alguma distância ficam quer os apoios sociais a munícipes carenciados (prioridade "muito grande" para 38%), quer a oferta de escolas (33%), em que se destacam os que têm 35 a 44 anos (nas primeiras dominam os que têm 50 a 64 anos).

Ruas, passeios e jardins

Quando se pergunta quais são os principais problemas por resolver na área de residência (a partir de uma lista de cinco opções), destaca-se (32%) o arranjo de ruas, passeios e jardins, sobretudo para quem vive na região Centro (42%) e nas aldeias (41%). Em segundo lugar está o custo da habitação (20%), em que se destacam os inquiridos na faixa etária dos 35 aos 49 anos (28%).

Trânsito e estacionamento (15%) e transportes públicos (13%) são os problemas que se seguem e têm algumas características em comum: destacam-se os habitantes de Lisboa (com 19% em ambos os casos) e os mais jovens. Os transportes públicos são um problema maior para as mulheres (mais cinco pontos que os homens), enquanto o trânsito e estacionamento preocupa mais quem vive em cidades grandes (19%).

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São bastantes mais os portugueses que batem à porta das juntas de freguesia (71%) do que aqueles que sentem necessidade de se deslocar à câmaras municipais (51%) para resolver problemas, de acordo com a sondagem da Aximage para o JN.

Também fica claro que é mais fácil resolver um assunto na Junta do que na Câmara: 67% dos fregueses ficaram despachados logo à primeira visita, o que só aconteceu com 48% dos munícipes.

É possível que a complexidade dos assuntos seja maior quando é preciso recorrer ao município, mas a verdade é que as freguesias também ficam à frente quando se pede uma avaliação ao atendimento.

45% de positivas

No caso das câmaras, 45% dão nota positiva (os que vivem a Sul, os mais velhos, os que têm mais rendimentos e os que vivem nas cidades grandes são os mais satisfeitos), enquanto 28% dão nota negativa (em particular os que vivem em vilas).

No que diz respeito às juntas, são 63% de avaliações positivas (outra vez os que vivem mais no Sul, os mais velhos, e desta vez os que habitam em cidades médias) e 18% de avaliações negativas (com destaque, de novo, para os que vivem em vilas).

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