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Privatizar ou nacionalizar, o dilema que separa o BE do CDS

Privatizar ou nacionalizar, o dilema que separa o BE do CDS

Partidos divergem na utilidade estratégica dos vistos Gold e "desprivatizações", diga-se, nacionalizações

Separados à nascença, separados para sempre. O frente a frente entre os dois partidos que querem um lugar na mesa dos crescidos: BE e CDS podem ser uma das soluções para PS ou PSD formarem Governo. Com uma pequena diferença: o BE está na corrida para ser a terceira força política, o CDS está na corrida para não cair na irrelevância.

As privatizações foram o mote inicial do debate na RTP3. O Bloco de Esquerda reafirmou as propostas de nacionalizar setores estratégicos como a EDP, CTT, REN, GALP e ANA. Desta vez com uma estimativa de custos: "seria necessário cerca de 20 mil milhões de euros ao longo de vários anos", disse Catarina Martins. A líder bloquista criticou o que diz ser "um jogo do bloco central que está a assaltar o país para alguns festejarem".

Francisco Rodrigues dos Santos classificou o programa do BE como "radical, porque vai matar a nossa economia com uma overdose de nacionalizações". O papel do Estado não é "gerir empresas". Ronald Reagan continua a ser uma inspiração para o líder do CDS, que usou mais uma citação para criticar o BE, colando os bloquistas à ideologia comunista.

Vistos Gold afasta partidos

Sobre vistos Gold, os dois partidos divergem. O BE diz que os vistos trazem "corrupção e um registo de privilégio para milionários". Já o CDS, co-fundador dos vistos Gold, defendeu o sistema criado, que considera atrair riqueza. O líder do CDS não perdeu a oportunidade para atacar: diz que BE quer criar "fábrica de impostos" que não atrai empresas.

Nos minutos finais, Catarina Martins defendeu mais investimento no SNS para garantir "carreiras dignas para fixar profissionais" e que as pessoas têm acesso aos cuidados que precisam. "A saúde não é um negócio, disse". O CDS defende uma aumento da participação dos privados na saúde. Rodrigues dos Santos aproveitou o direito da última palavra para dizer que ter o BE no Governo "é um perigo na medida em que o BE contribuiu para a política de empobrecimento do país nos últimos seis anos".

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